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Fast News 25/03/2011

Cenário Externo:

A agência Kyodo News do Japão informou ontem que as exportações japonesas cresceram 9% em fevereiro, frente ao mesmo período do ano passado, principalmente por uma forte demanda chinesa. Parece não haver muita dúvida que “o saldo das contas comerciais externas deverá se deteriorar muito”, afirmou o Ministério das Finanças japonês. Já a CNN News dos Estados Unidos avalia que “a crise japonesa vai fortalecer as relações entre os dois países”. A novidade, em comparação ao que aconteceu no passado (terremoto em Kõbe), é que desta vez o Japão aceitou a ajuda americana. Uma avaliação feita sobre as necessidades financeiras em caso de acidente em usina nuclear, realizada nos USA em 1982 (Sandia National Laboratories), concluiu que um desastre nuclear seria “catastrófico podendo causar 50 mil mortes e custar US$ 314 bilhões (US$ 700 bilhões atualizados) de dólares em danos materiais”. O enrosco é grande, pois muitos países optaram por usinas nucleares para gerar energia e hoje dependem dessa opção que fizeram no passado. Apesar de formarem fundos para fazer frente aos eventuais problemas financeiros causados por acidentes, podem ter que conviver com os efeitos das radiações liberadas, por muitos e muitos anos. As guerras, antigas alavancas de ajustes geográficos, demográficos e econômicos, podem ser substituídas por efeitos de longo prazo de acidentes nucleares. Esse seria o pensamento moderno de Maquiavel caso estivesse vivo?

Bolsas européias abrem o último dia da semana em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 0,70%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 105,60.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,4183
USDJPN - 80,930
GBPUSD - 1,6113
USDBRL - 1,6560
EURBRL - 2,3501

Cenário Interno:

Uma rápida análise do cenário mundial mostra que há mais oportunidades que dificuldades à frente para nosso país crescer. Por um lado, há um incômodo risco de “importarmos” inflação, pois começa a haver aumento da demanda no exterior, principalmente da gigante economia americana, que pode e deve puxar alguns preços aqui. Com políticas econômicas prudenciais e competentes podemos “administrar” alguns desses riscos. O aumento da demanda externa cria muita oportunidade para nosso país, por sermos fortes produtores de commodities. O Brasil deve ocupar seu espaço também na reconstrução dos países atingidos por desastres naturais (Japão) ou crises políticas (Oriente Médio). Para isso precisamos continuar a receber financiamento externo (isso pode mudar), hoje pertinente em investimentos direto e inadequado (excessivos) em capital especulativo de curto prazo. A realidade é que só dependemos de nós mesmos para aproveitarmos as oportunidades que o mundo oferece para subirmos os degraus do desenvolvimento. Claro que a “máquina pública do atraso”, também conhecida como “custo Brasil”, precisa ser desativada ou vamos continuar sendo o eterno “país do futuro”.

Bovespa encerrou o dia ontem em baixa de 0,39%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,656.
Euro fechou cotado a R$ 2,3501
Risco Brasil fechou em 170 pontos.

Fast News 24/03/2011

Cenário Externo:

As dificuldades de relacionamento entre os países europeus, principalmente Itália e França, com o ditador Líbio Muamar Kadafi é o pano de fundo da “disposição” de intervenção aliada na Líbia. Como sempre, a questão do fornecimento de petróleo e seus derivados é o cerne do problema, também “enfeitado” com as questões de direitos humanos.

Enquanto isso, Portugal vive sua própria crise. Normalmente é o fato político que gera crises econômicas. Os portugueses inverteram essa lógica e, lá, o fato econômico (dívida pública) gerou uma crise política. O Primeiro Ministro José Sócrates deixou o governo após ter seu PEC (plano de estabilidade e crescimento) rejeitado pelo Parlamento. Parece que a demissão do Primeiro Ministro abre as portas para Portugal pedir socorro aos organismos multilaterais de apoio financeiro, seguindo o caminho dos gregos, irlandeses, entre outros. Com os juros da dívida superando 8% ao ano, Portugal segue dependendo do apoio do Banco Central Europeu e seus parceiros do bloco econômico. Parece que quem vai ditar as regras do jogo agora no país são os Sociais Democratas. Nesse ambiente a Presidente do Brasil Dilma Rousseff desembarca em Portugal no dia 29 de março, retornando no dia 31.

Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham entre altas e baixas.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 0,56%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 105,75.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,4119
USDJPN - 80,850
GBPUSD - 1,6236
USDBRL - 1,6590
EURBRL - 2,3428

Cenário Interno:

O fluxo cambial brasileiro foi positivo em US$ 11,728 bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central. Continua entrando no país um grande volume de recursos financeiros que somados ao superávit da balança comercial (US$ 3,19 bilhões), geram uma situação aparentemente confortável. Ocorre que a grande entrada de recursos vai contaminando a taxa de cambio do real e onerando os custos de carregamento das reservas que continuam aumentando. Por outro lado, é sadio (porém discutível pelo lado do custo) ter um bom volume de reservas para enfrentar crises externas. A pressão sobre a desvalorização do dólar (que tem causas externas importantes) ajuda a segurar a inflação. Cabe ao governo “temperar” o molho para não desandar o ragu.

Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,32%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,659.
Euro fechou cotado a R$ 2,3428
Risco Brasil fechou em 172 pontos.

Fast News 23/03/2011

Cenário Externo:

“Líbia, como vamos pagar por isto?”, é a manchete da CNN, chamando a atenção para os gastos que os americanos terão com a ação militar dos aliados em território líbio. “Não só o Congresso não autorizou os ataques militares à Líbia, como a constituição exige, mas também o custo para os contribuintes americanos será substancial”, disse o deputado republicano Justin Amash, concluindo: “nós não podemos gastar dinheiro que não temos em uma guerra que não precisamos”. A intenção americana foi de uma intervenção de curto prazo, cirúrgica, para equilibrar as forças beligerantes. Difícil dizer se essa “intromissão” é correta e justa. Resta saber agora se vai ser possível estancar a “hemorragia” gerada pela ação das forças ocidentais no território Líbio.

Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham entre altas e baixas.
Índice Dow Jones operou ontem em baixa de 0,15%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 104,00.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,4210
USDJPN - 80,980
GBPUSD - 1,6381
USDBRL - 1,6610
EURBRL - 2,3604

Cenário Interno:

Só uma inteligência “superior” pode compreender o Brasil e seu custo de ineficiência. Não é necessário falar sobre nossas “riquezas” naturais. Sem terremotos, tsunamis, vulcões, etc. Terra farta e fértil. Maturidade demográfica a vista, sem frio extremo e com muita água e sol. Povo pacato e dócil, embora indolente. Bonito por natureza de norte a sul, de leste a oeste. Acontece que o país é assolado pelo flagelo da falta de cultura, de educação, de civilidade e de vergonha na cara. País da lei do Gerson, do “esperto” que leva vantagem em tudo. A máquina pública é um paquiderme de tamanho imenso, pesado e ineficiente, tão grande quanto ou maior que sua arrogância, presunção e desrespeito ao cidadão e aos seus próprios códigos de ética. Uma enorme quantidade de “cidadãos autoridade”, para “carimbar” papel do permito ou não permito, autorizo ou não autorizo, à custa do bolso alheio. São os guardiões da moralidade. “Autoridades”, com direito a dizer o que quiser, se quiser e quando quiser. Há também os bons, que cumprem sua função de atender a todos sem distinção, com dignidade e que zelam pelo bem do país, mas infelizmente são poucos. Juntos com políticos são um escárnio a nação e fazem de Brasília, pasmem, a maior renda per capita do país. E nós sabemos o que lá se produz. São criminosos os valores pagos pela previdência dos funcionários públicos, frente aos aposentados do INSS. Não se respeita nada nem ninguém, a não ser que se tenha poder. Como melhorar e evoluir em um país onde por “dez tostões” se compra a vontade do povo ou se alimenta sua ignorância? O que adianta uma imprensa livre se a grande maioria da população não consegue compreender um texto simples ou se expressar com um mínimo de clareza? Acusa-se sem provas, condena-se sem justiça. No Brasil não há a presunção da inocência, acusar da mais ibope. Somos um país de cegos, surdos e mudos. Nação da corrupção endêmica, do conchavo ou o que de mais baixo o termo possa significar. É uma vergonha deixar para filhos e netos um país cada vez mais “ignorante por natureza”. Nossa pobreza é moral.

Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 1,33%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,661.
Euro fechou cotado a R$ 2,3604
Risco Brasil fechou em 174 pontos.

Fast News 22/03/2011

Cenário Externo:

Gostando ou não dos ditadores do oriente, fica a dúvida sobre os reais motivos dos sem petróleo ou coalizão, atacarem a Líbia do “gentil” Muamar Kaddafi. Não há nenhuma dúvida, para a maioria esclarecida, que figuras como o chefe (?) do estado Líbio e seus congêneres ou genéricos de Fidel Castro, deveriam ir enxugar gelo no pólo norte. Lá, urso por urso, que vença o mais forte. Acontece que ainda há os que vêem poesia nos sonhos daqueles que entendem ter o dom divino de saber o que é melhor para todos. Já conseguiram provar que se suas políticas não são o melhor para o povo, pelo menos é o melhor para alguns amigos. Porém, é certo que há mais interesses em jogo nos fatos que motivam os beligerantes, que apenas “proteger” rebeldes em dificuldade mundo afora.

Bolsas européias abrem sem definição clara entre altas e baixas.
Bolsas asiáticas fecham em alta, e Japão tem forte elevação (4,36%).
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 1,50%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 102,33.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,4230
USDJPN - 81,000
GBPUSD - 1,6315
USDBRL - 1,6650
EURBRL - 2,3685

Cenário Interno:

A visita do presidente Barack Obama ao Brasil colocou nosso país na mídia internacional. Não é muito comum haver comentários ou assuntos referentes a terra das palmeiras onde agora canta “uma” sabiá, na imprensa mundial. Pelo menos para o aumento da nossa exposição internacional, a visita do primeiro mandatário americano foi positiva. Para a imprensa dos “hermanos”, parece que sobrou um pouquinho de ciúmes pela presença e elogios do presidente Obama ao Brasil e suas coisas, já que aqui não tem Maradona. Os europeus perceberam que é verdade, o Brasil existe e surpreendentemente a capital não é Buenos Aires, porém ficou a dúvida se é Brasília ou Rio de Janeiro. Já os americanos continuam sem entender o que os índios e araras podem fazer para ajudar a melhorar a atividade civilizada da produção e do emprego nos Estados Unidos. A Ásia descobriu que o Brasil tem costa, não tem tsunami, mas tem, agora, bastante comprador de bugiganga.

Bovespa encerrou o dia ontem em baixa de 0,28%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,665.
Euro fechou cotado a R$ 2,3685
Risco Brasil fechou em 173 pontos.

Fast News 21/03/2011

Cenário Externo:

No que diz respeito ao eventual impacto sobre a produção de petróleo, que pode brecar a recuperação da economia mundial, mais preocupa o risco de contágio no Oriente Médio (Yemen Bahrain e Oman), que a crise na Líbia. Certamente esse não é o melhor momento para grandes desequilíbrios, sejam eles causados por desastres naturais ou não. A reação das Bolsas nessa segunda feira dá o tom dos mercados financeiros (na Europa e Ásia), com relação ao ataque (via exclusão aérea) das forças aliadas contra o governo Kadhafi. Toda vez que se acende um fósforo perto de um barril de petróleo, o risco de causar problemas aumenta. Quando isso acontece em países de sangue Árabe, é quase certeza de encrenca. Eles adoram uma briguinha e os americanos e ingleses também. E o Brasil pensa como o sambista (bem malandro) Adoniram Barbosa, “bom de briga é aquele que cai fora”.

Bolsas européias abrem em alta consistente.
Bolsas asiáticas fecham em alta.
Índice Dow Jones operou sexta em alta de 0,71%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 101,07.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,4160
USDJPN - 80,890
GBPUSD - 1,6223
USDBRL - 1,6680
EURBRL - 2,3619

Cenário Interno:

As incertezas geradas pelo conflito na Líbia e a situação de risco de contaminação radioativa no Japão indicam prudência nos mercados financeiros. Mantidas as evoluções atuais do Japão no controle dos problemas na usina de Fukushima, bem como caso o ataque a Líbia (exclusão aérea) não atinja o golfo pérsico, o Brasil deve passar tranqüilo por mais esse solavanco com poder desestabilizador. A preocupação por aqui continua sendo a inflação, que corre o risco de se agravar, entre outros fatores, pela pressão dos salários. A Bolsa deverá continuar mais ou menos onde está e o cambio, por enquanto, sujeito apenas a movimentos pontuais. Embora a visita do presidente Obama tenha sido entendida por muitos como adequada, pareceu mais uma “saidinha” para férias que qualquer outra coisa. Talvez de positivo fique o sinal de fumaça que os americanos fazem ao Brasil, indicando satisfação com a nova política externa brasileira por, pelo que parece, ter desistido de achar bonitos os acenos simpáticos do ex-presidente Lula aos conhecidos ditadores e caudilhos de todo o mundo. De resto, fica a preocupação com uma elevação nos preços do petróleo que podem “segurar” a retomada da economia mundial.

Bovespa encerrou o dia sexta-feira em alta de 1,00%.
Dólar fechou em alta, cotado a R$ 1,668.
Euro fechou cotado a R$ 2,3619
Risco Brasil fechou em 184 pontos.

Fast News 18/03/2011

Cenário Externo:

Embora seja compreensível a valorização do iene frente ao dólar, esse não era um bom momento para o Japão sofrer mais, com pressão sobre suas exportações já abaladas pela queda na produção. Ocorre que, um movimento coordenado entre o próprio Japão, USA, Inglaterra, Canadá e União Européia, como informou o Kyodo News, desvalorizou o iene em 3% (Y 81,395). Uma ação civilizada para ajudar um país sofrido, mas humilde e altivo. Olhar para frente mesmo que os olhos estejam embaçados e úmidos de tristeza. Como Charles Chaplin diria, “Nunca devemos nos envergonhar de nossas próprias lágrimas”.

Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 1,39%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 101,42.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,4025
USDJPN - 79,100
GBPUSD - 1,6146
USDBRL - 1,6840
EURBRL - 2,3595

Cenário Interno:

O dólar, que ontem perdeu valor frente à grande maioria das moedas, conseguiu se valorizar frente ao real. Claro que, por trás desse aumento, está o “engessamento” (poucos bancos) no mercado de cambio, o que acaba permitindo “puxar” a taxa para um lado ou outro, de acordo com o interesse de alguns. Ontem, a “conversa”, verdadeira ou não, que o governo havia decidido taxar novamente o capital especulativo ou outras medidas para segurar a valorização do real, puxou a cotação da nossa moeda para baixo. Talvez seja interessante, nesse momento, para o governo, “deixar” que informações inibidoras da tendência de desvalorização do dólar “ameacem” a cotação da moeda americana. Como o dragão da inflação continua soltando fumaça pelas narinas, não parece adequado tomar medidas inibidoras da cotação atual do real para não jogar mais calor na boca do monstro. Apesar de o mercado saber que “medidas de gabinete” para desvalorizar ou valorizar o real (em ambientes de taxa flutuante), têm um efeito limitado, como percebido recentemente (pois dependem também de características externas fora do campo de domínio do governo), elas têm lá seu alcance. O BC sabe da complexidade externa do momento (conseqüências do problema japonês e mundo Árabe), e trabalha com cuidado para evitar qualquer erro de posicionamento. O fato é que, por enquanto, a cotação do dólar deve continuar nos atuais patamares. O resto é “daytrade”, ofício dos operadores.

Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,32%.
Dólar fechou em alta, cotado a R$ 1,6840.
Euro fechou cotado a R$ 2,3595
Risco Brasil fechou em 184 pontos.

Fast News 17/03/2011

Cenário Externo:

O dólar foi negociado a Y 76,25, em Sidney, na abertura do mercado de cambio, o nível mais baixo frente ao iene desde 1995 quando foi negociado a Y 79,75 por dólar, informa o jornal Kyodo News, do Japão. Em Tokio , o dólar fechou hoje cotado a Y 78,45. A lógica da desvalorização do dólar frente ao iene, no momento em que “poderia parecer” que os problemas japoneses deveriam enfraquecer a moeda do país, tem todo sentido. Com a preocupação que os detentores de reservas em títulos dolarizados, passem a vender suas posições para “trazer” ienes necessários para a recuperação da economia japonesa, sobe a demanda. De outro lado, “sair” de uma posição de risco pela desvalorização da moeda americana em todo mundo (enxurrada de dólares), já que não deverá haver uma reversão nessa tendência no curto prazo. Sendo assim, deverá haver uma valorização do iene frente à moeda americana. Apesar das enormes dificuldades, o povo japonês continua dando um espetáculo de dignidade ao mundo.

Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em baixa.
Índice Dow Jones operou ontem em baixa de 2,04%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 98,25.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,3904
USDJPN - 80,240
GBPUSD - 1,6026
USDBRL - 1,6720
EURBRL - 2,3229

Cenário Interno:

"Com o Oriente Médio em guerra civil, os reatores nucleares do Japão parcialmente derretendo e em meio a uma batalha no Congresso americano sobre o orçamento, o presidente Barack Obama vai para..América Latina”, escreveu Laura Meckler do The Wall Street Journal. Com um tom jocoso, o jornal americano sugere ser totalmente inadequado o chefe da nação americana viajar para uma região, em tese, sem importância nesse momento. Com manifestações contra e a favor, o fato é que a visita parece um pouco fora do contexto político, embora faça sentido no econômico. Conforme o jornal americano, “Obama já adiou e até cancelou viagens internacionais para, por exemplo, tratar do projeto sobre a legislação de saúde ou do vazamento de petróleo no Golfo do México”. No caso da visita ao Brasil, fica a sensação que o fato de Obama ir ao Rio de Janeiro, sabe-se lá fazer o que e discursar (em inglês) em praça pública para o povo, mais parece ação do Tiririca que qualquer outra coisa. Será que ele foi avisado que o carnaval já acabou?

Bovespa encerrou o dia ontem em baixa de 1,50%.
Dólar fechou em alta, cotado a R$ 1,6720.
Euro fechou cotado a R$ 2,3229
Risco Brasil fechou em 195 pontos.

Fast News 16/03/2011

Cenário Externo:

O terremoto e o vazamento nuclear das usinas japonesas desviaram a atenção mundial das questões e problemas que abalam o povo líbio. Com a queda da exposição do assunto (Kaddafi x direitos humanos), tanto na imprensa mundial como nos meios diplomáticos, o terreno ficou melhor e aberto para o avanço das forças militares do chefe do estado líbio para Benghazi, importante reduto dos rebeldes que lutam para derrubar o ditador. Parece que o assunto na Líbia caminha na direção de uma vitória e, portanto, a manutenção do ditador líbio no poder. Enquanto isso, o mundo aguarda informações sobre os riscos de haver ou não uma catástrofe maior no Japão. Mais uma vez os japoneses estão dando uma lição de humildade e organização, ao enfrentar a crise gerada pelas incontroláveis forças da natureza e pela evolução (ou não?) da ciência e da interferência da mão do homem. Em ambos os casos os “direitos humanos” estão expostos.

Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Tókio recupera parte da queda e sobe 5,68%.
Índice Dow Jones operou ontem em baixa de 1,15%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 97,18.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,3975
USDJPN - 80,870
GBPUSD - 1,6083
USDBRL - 1,6650
EURBRL - 2,3302

Cenário Interno:

Na Inglaterra, aumento do desemprego (8%), ou mais de 2,5 milhões de trabalhadores parados. Nos Estados Unidos, com 10% de taxa de desemprego, continua a busca da recuperação ou criação de empregos. Na Europa, países com mais de 20% (Espanha) de trabalhadores inativos. Enquanto isso no Brasil há a criação de mais de 448 mil novos postos de trabalho só em 2011. Nossa taxa de desemprego (6%) hoje está melhor ou próxima das melhores do mundo como Finlândia (8%), Dinamarca (7,8%), Canadá (7,4%) e Holanda (4,4%), por exemplo. A boa notícia é que a perspectiva continua positiva e o emprego deve continuar a crescer em 2.011. A má é que a pressão de consumo vai aumentar, alimentando a fome do dragão da inflação.

Bovespa encerrou o dia ontem em baixa de 0,24%.
Dólar fechou estável, cotado a R$ 1,6650.
Euro fechou cotado a R$ 2,3302
Risco Brasil fechou em 182pontos.

Fast News 15/03/2011

Cenário Externo:

Com aumento importante dos riscos de um acidente nuclear pelo vazamento de radiação, nem a injeção, por parte do governo, de enorme quantidade de recursos nos bancos (US$ 244 bilhões), conseguiu deter o pânico e a violenta queda de 10,55% da Bolsa de Tókio. Com a baixa de ontem, o mercado caiu mais de 17% em dois dias. Os problemas japoneses poderão contagiar e sacudir os mercados financeiros em todo o mundo. Há risco de ocorrer o efeito manada (quando todos correm para um lado, mas não sabem direito porque), em alguns mercados. Surpreendentemente não parece que houve contágio nos mercados de cambio. O iene fechou razoavelmente estável hoje.

Com pensamento de caráter material, o Japão vai trabalhar agora com os antagônicos “benefícios” econômicos da recuperação do país. Esta triste “oportunidade” vai fazer com que as taxas de crescimento da atividade subam nos próximos anos. Olhando apenas para frente, os japoneses que já vivenciaram esses ciclos econômicos “pós catástrofes”, deverão ver a roda da economia, estagnada há muitos anos, girar novamente. Os japoneses convivem com terremotos diariamente e sabem que “ não adianta chorar sobre o leite derramado”. Agora, é confortar os infortunados que perderam familiares e amigos e “seguir em frente” por mais que isto pareça difícil. O Japão é um país desenvolvido, com recursos suficientes ( com previsões para a recuperação , de custo muito maiores do que o previsto hoje por volta de US$ 180 bilhões), independentemente da ajuda que receberá, para financiar sua própria recuperação. Apesar da “frieza” dos filhos do País do Sol Nascente, quem sabe se esta última catástrofe não vai mudar um pouco a lógica poupadora do povo japonês, que segura o consumo já há longo tempo, para uma nova visão de vida em favor do proveito das “felicidades” que certos produtos, até mesmo os totalmente inúteis, trazem às pessoas.

Bolsas européias abrem com fortes baixas.
Bolsas asiáticas fecham em baixa, Tókio cai 10,55%.
Índice Dow Jones operou ontem em baixa de 0,43%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 101,67.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,3993
USDJPN - 81,740
GBPUSD - 1,6184
USDBRL - 1,6600
EURBRL - 2,3269

Cenário Interno:

O Brasil vem sendo beneficiado (e às vezes prejudicado) pelas crises que vêm abalando todo o mundo. Grande produtor de commodities , vê a tendência dos preços cada vez mais firme sempre que algum fato natural ou não, atinge países e economias. O aumento de vazamento radioativo sobre a região mais afetada pelo terremoto/tsunami aumenta os riscos de contaminação e coloca os países que mais se utilizam deste tipo de produção de energia em alerta. Os mercados brasileiros poderão “sentir” os efeitos da crise que se instala nos mercados financeiros. Por estar bastante distante dos motivos que criam as dificuldades que atingem aquelas economias e, salvo melhor juízo nesse momento mais agudo, nosso país deverá ser beneficiado pelo que ocorre com o Japão e seus maiores parceiros produtores de energia nuclear. Não há como descartar os riscos que o Brasil vai ter com relação aos investimentos externos e pressão sobre os preços das commodities. Com a palavra, a tecnologia.

Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,73%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,6600.
Euro fechou cotado a R$ 2,3269
Risco Brasil fechou em 171pontos.

Fast News 14/03/2011

Cenário Externo:

Guardadas as devidas proporções para o tamanho das desgraças, quais são as conseqüências de um terremoto causado pelo deslocamento de placas tectônicas, com epicentro no Pacífico, perto da costa do Japão e aqueles gerados pelo terremoto no mundo econômico, causado pelo deslocamento da camada de recursos financeiros de bases sólidas para buracos negros e sem fundo, com epicentro nos sub-primes americanos? Primeiramente, no caso japonês, há uma enorme, irreparável e irrecuperável perda de vidas e uma clara e inequívoca demonstração da imensidão das forças da natureza, agravada pela ação da mão do homem que constrói produtores (usinas nucleares) de energia que, caso sofram danos estruturais, podem liberar perigosamente moléculas radioativas causadoras de várias doenças (câncer) e matar pessoas por anos. Apesar do número de mortos ser grande e da competência (engenharia), respeito e seriedade (política) dos japoneses para os já conhecidos problemas causados no passado com grandes tremores de terra na região, o mundo está assistindo à maior catástrofe pós guerra no País do Sol Nascente . Com a mesma tenacidade de sempre, os japoneses farão da desgraça seu instrumento de fé e perseverança na recuperação da destruição causada por mais esse triste episódio da sua história.

No segundo caso, o terremoto americano causou um tsunami que atingiu todos os continentes, com impacto mais importante nos países industrializados. Muitas instituições financeiras afundaram junto com a estabilidade do emprego e das contas públicas, causando destruição e sofrimento em várias partes do mundo. Embora de matrizes diferentes, devemos esperar um grande aprendizado com essas catástrofes para diminuir seus sempre dolorosos efeitos sobre o ser humano.

Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em alta, mas Bolsa japonesa tem forte queda de 7,8%.
Índice Dow Jones operou sexta em alta de 0,50%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 100,65.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,3877
USDJPN - 81,920
GBPUSD - 1,6053
USDBRL - 1,6640
EURBRL - 2,3083

Cenário Interno:

Três fatos devem ser analisados e entendidos no raciocínio sobre a formação da rentabilidade, dos custos e o porquê dos grandes volumes de ingresso de capital estrangeiro no país.

O primeiro é que ao fazer a arbitragem (entre juros internos e externos), há que se prestar atenção à questão da vulnerabilidade do descoberto entre as paridades quando do retorno do capital ou do impacto do custo de hedge no Brasil (a taxa de seguro é maior que o sinistro), para defender o passivo cambial. O segundo fator formador do preço da arbitragem é a questão da redução do impacto do tributo instituído pelo governo, para inibir o ingresso de capital especulativo, toda vez que há uma elevação na taxa básica de juros. Em terceiro, o fato que a rentabilidade mínima (Selic é hoje de 11,75% ao ano) pode ser bem maior, pois há tomadores que pagam taxas mais altas (20% ou muito mais), tornando a captação de recursos no exterior um alto negócio para aqueles que têm acesso a financiamento externo. Diante do atual quadro de oportunidades de remuneração que o país oferece, e a pressão sobre os preços internos (inflação x dólar barato), fica difícil, apesar de possível, usar instrumentos reguladores para inibir o ingresso de capital estrangeiro na economia. Há uma sensação que nesse momento o Banco Central faz um bom trabalho ao lidar com uma questão delicada, que mal conduzida pode trazer grandes danos para a economia brasileira.

Bovespa encerrou o dia sexta-feira em alta de 0,98%.
Dólar fechou em alta, cotado a R$ 1,6640.
Euro fechou cotado a R$ 2,3083
Risco Brasil fechou em 168 pontos.

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