Na medida em que aumenta o preço do petróleo, sobe também a percepção que a recuperação terá um novo soluço. Essa foi uma preocupação que alimentou aqueles que adotaram políticas agressivas contra o risco de queda na atividade econômica. A alta liquidez puxa os preços dos ativos mais “importantes” que fazem a roda girar. Combustível é um desses ativos. Assim, a inflação começa a assustar muitas economias e, a alta dos preços, vai satisfazendo a fome do dragão. Economias que ameaçavam sair do hospital estão voltando para a UTI. Há uma nuvem negra principalmente sobre aqueles que dependem dos derivados de petróleo para caminhar na direção da recuperação.
Bolsas européias abrem entre altas e baixas.
Bolsas asiáticas fecham em baixa.
Índice Dow Jones operou sexta-feira em baixa de 0,24%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 112,79.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4440
USDJPN - 84,790
GBPUSD - 1,6351
USDBRL - 1,5720
EURBRL - 2,2700
Bastante lúcida a visão dos caminhos e da lógica que alimenta o comportamento das pessoas, principalmente as jovens, no mundo conectado de hoje, exposta na entrevista dada por Don Tapscott para a revista Veja desta semana. Hoje, há uma intensa troca de conhecimento no ambiente da internet. É assim que acontece quando interagimos pelo mundo virtual, com as idéias e o conhecimento indo e voltando aos mais distintos e distantes interlocutores. O conhecimento vai sendo lapidado ampliando drasticamente a qualidade das idéias, com cada vez menos chance de se conseguir “manipular” a informação. Tem sido assim no mundo Árabe, conforme aborda o escritor/consultor, com relação às “revoluções” que se instalam em ambientes não democráticos. A velocidade do conhecimento mudou o jeito de aprender e pensar. Aquilo que se ouve em sala de aula pode ser “checado” e o contraponto está disponível imediatamente. As verdades absolutas não são mais absolutas. Estão mudando as maneiras de se fazer as coisas. Este mundo, extremamente rápido e ágil, veio para ficar. Aquele que pensa que a figura “cartorial” tem qualquer sobrevida ficará abraçado com o fracasso. Nos três últimos anos, a DidierLevy tem tentado mostrar para as autoridades monetárias brasileiras, exatamente como os caminhos modernos e irreversíveis do mercado “marcado” pelo enorme mundo virtual, avança. Ocorre que aqui ainda não entenderam isso. A velocidade do mundo é outra. Nós, em termos de máquina pública, ainda estamos na época da válvula, demora um tempão para esquentar. O mundo moderno está no período do chip. Parabéns a revista Veja por abordar o assunto com alguém que olha o mundo como ele é sem a pretensão de julgar se está certo ou errado.
Bovespa encerrou o dia sexta em baixa de 0,66%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,5720.
Euro fechou cotado a R$ 2,2700
Risco Brasil fechou em 162 pontos.
Portugal pediu ajuda financeira ontem para a Comissão Europeia, informou ao país o primeiro-ministro José Sócrates. Segundo o jornal Diário de Notícias, a rejeição do PEC (plano de estabilidade e crescimento), pelo Congresso português, desencadeou uma onda de desconfiança dos mercados financeiros, que elevou os custos de carregamento da dívida soberana do país. Segundo o primeiro mandatário, “chegou o momento que não tomar essa decisão acarretaria riscos que o país não pode correr”. Embora Portugal vá passar por um período de recessão, situação que incomoda e traz junto uma insatisfação social sempre perigosa . A terra das oliveiras voltará ao rumo dentro de pouco tempo.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham estáveis.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 0,27%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 108,83.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4332
USDJPN - 85,400
GBPUSD - 1,6332
USDBRL - 1,6120
EURBRL - 2,3110
Corretamente o governo brasileiro vai “temperando” o impacto do “charme Brasil”, com medidas que visam diminuir a força da enxurrada financeira que aumenta a oferta de crédito e irrita o dragão da inflação. A elevação do IOF (6%) de alguns dias atrás para operações de financiamento externo com prazo inferior a um ano foi agora estendida para captações com prazo inferior a dois anos. Como o país recebeu mais de US$ 36 bilhões só no primeiro trimestre desse ano, o que por um lado é muito bom, fica o governo obrigado a prestar atenção aos efeitos dessa excessiva liquidez sobre o cambio e o andamento da atividade econômica brasileira. Como o mundo gira, e dá uma volta inteira em cada 24 horas, alguns países desenvolvidos (Portugal, Grécia, Irlanda, etc.) estão sofrendo o efeito Smirnoff; são hoje o Brasil de ontem. “É mais fácil o crescimento do prestígio que o seu nascimento”, pois é, talvez Sêneca estivesse certo.
Bovespa encerrou o dia ontem em baixa de 1,14%.
Dólar fechou em alta, cotado a R$ 1,6120.
Euro fechou cotado a R$ 2,3110
Risco Brasil fechou em 162 pontos.
Há, no painel da geografia econômica, luzes indicativas de alerta. Nos Estados Unidos, a luz está quase verde, graças à enxurrada de dólares jogados na economia mais os juros negativos. Na Europa, a luz é amarela. O bloco ainda passa por ajustes para corrigir os efeitos ruins das dívidas soberanas em vários países, já enxerga inflação e vai precisar mexer nos juros. Na região produtora de petróleo (norte da África e Oriente médio), a luz está quase vermelha, com as questões políticas e conflitos sociais se espalhando e se aproximando da Arábia Saudita. Com isso, o preço do petróleo sobe e já se aproxima de US$ 110,00 dólares o barril. A China acendeu a luz amarela, com a inflação subindo. A taxa de juros aumentou quatro vezes nos últimos meses, e o país já vê sua projeção de crescimento em risco. O Japão, que estava razoavelmente quieto, viu a luz vermelha acender de repente e deve passar por uma recessão antes de experimentar o crescimento econômico que a recuperação do país vai produzir nos próximos anos. Reequilibrar os preços sem produzir desequilíbrios importantes, como frear novamente a atividade econômica mundial, é o desafio dos governantes para alterar a “cor” dos sinais que preocupam neste início de ano.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Tókio cai.
Índice Dow Jones operou ontem estável com - 0,05%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 108,34.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4241
USDJPN - 84,840
GBPUSD - 1,6281
USDBRL - 1,6070
EURBRL - 2,2837
Apesar de o Brasil ter os conhecidos privilégios dados pela natureza, e ser, no atual momento, uma das poucas boas opções de investimento no mundo, parece difícil que consigamos superar nossas próprias incompetências. Nós temos o custo Brasil e ele é muito mais devastador que terremoto e tsunami. Salta aos olhos a indolência deste povo tropical. Alcançar tudo sem fazer nada é o objetivo de parte significante dos brasileiros. Essa herança cultural da miscigenação de sangues pode, junto com o clima, talvez explicar um pouco esse marasmo, mas a realidade é mais profunda. Conforme o tempo passa, a liberdade daqueles que realmente pagam a conta no país diminui. A carga tributária atinge níveis insuportáveis, jogando mais brasileiros na informalidade. Assistimos diariamente ao escárnio do setor público contra os cidadãos, com um descabido inchaço da ineficiente máquina pública, que ganha cada vez mais “carimbos” com direito a “autorizo ou não autorizo” impedindo aqueles que querem andar para frente de buscar a modernidade ou uma maior eficiência. Continuamos, apesar dos gritos diários da imprensa e dos cidadãos, reféns de buracos negros onde nada se enxerga a não ser que se “tenha amizade com o Rei”. Talvez, se tivéssemos aqui as forças da natureza dando “aula” de civilidade através do sofrimento, pudéssemos ter esperança que um dia isso vai mudar. Por hora, ficamos com as desgraças, que merecemos, por nossa própria passividade.
Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,19%.
Dólar fechou estável, cotado a R$ 1,6070.
Euro fechou cotado a R$ 2,2837
Risco Brasil fechou em 167 pontos.
Uma mistura de fatores, com uma boa pitada de especulação, vem mantendo o preço do barril de petróleo em alta. A sazonalidade (fim do período de inverno e aproximação do verão) exerce alguma influência nos preços, pois aumenta a demanda sobre óleo de melhor qualidade produzido no oriente e norte da África, informa a agência CNN News. As eternas crises de identidade do oriente, que continua abraçado com o atraso e a ignorância e utiliza a lógica religiosa e o caminho beligerante para resolver suas questões existenciais, passam por mais um período de agitação, dando espaço para as espertas avaliações dos mercados financeiros que “especulam” sobre catástrofes para “agitar” o ambiente. A política expansionista americana de dilúvio de recursos na economia e taxa negativa de juros, anima os preços das commodities e também ajuda a alimentar a inflação em varias partes do mundo. O terremoto e o tsunami que aconteceu no Japão colocam um pouco mais de pimenta no molho. Não que haja uma “irrealidade” no preço do barril, mas cada mercado age, com seu direito de ofício, para ajustar seus resultados (“lucros”) de acordo com as oportunidades. Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é bobo ou é sem arte.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Tókio cai.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 0,19%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 108,47.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4213
USDJPN - 84,040
GBPUSD - 1,6125
USDBRL - 1,6070
EURBRL - 2,2916
Pode ser cômico o governo brasileiro dando cambalhota para manter a paridade do real nos atuais patamares ou mais desvalorizada, e de outro lado a agência de risco Fitch Rating elevar a nota do país. Parece um mero detalhe essa mudança de avaliação (BBB- para BBB), mas hoje em dia esse fato tem uma razoável influência sobre o movimento de capitais pelo mundo. A autoridade monetária brasileira tentando desestimular a demanda através da redução da oferta de crédito, e o mundo sendo convidado a oferecer mais recursos para o Brasil, pois “por lá” as coisas estão cada vez melhor. Funciona mais ou menos assim; você arruma um monte de latinhas de molho de tomate, umas sobre as outras e quando termina, vem um “engraçadinho” e puxa a lata de baixo. Lá vai o tomate para o chão. O que sobra de “alegria” é que um real mais forte ajuda a combater a inflação.
Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,63%.
Dólar fechou com pequena baixa, cotado a R$ 1,6070.
Euro fechou cotado a R$ 2,2916
Risco Brasil fechou em 169 pontos.
Para compreender melhor o tamanho da catástrofe que atingiu o Japão, é interessante lembrar que, no Brasil vivem cerca de 196 milhões de pessoas em um território de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, enquanto, no país do Sol Nascente, 130 milhões de cidadãos vivem em apenas 377 mil quilômetros quadrados. Há uma enorme concentração de pessoas vivendo em uma área pequena. Justamente nesse espaço, acontece uma grande ação espontânea da natureza que desencadeia dois efeitos praticamente simultâneos. Um, é o terremoto que “balança” tudo, permitindo que a força de gravidade da terra “puxe” muita coisa para baixo, com ou sem seres vivos dentro, causando grandes perdas humanas e materiais. Dois, a formação de ondas gigantes que invadem a terra arrastando e arrasando tudo à sua frente. Aí, após essa catástrofe, contam-se os mortos e.......se recomeça tudo outra vez. O governo japonês deverá ser obrigado a “distribuir” os custos da recuperação entre todos, provavelmente aumentando impostos e criando fundos para financiar a reconstrução dos estragos materiais. Novas tecnologias devem melhorar a lógica das construções. Provavelmente mudam também as localizações daqueles que viviam em áreas de risco e sobreviveram. O fato é que não adianta chorar sobre leite derramado. E os japoneses sabem disso. Com calma vão “lambendo suas feridas”.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta.
Índice Dow Jones operou sexta-feira em alta de 0,46%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 107,94 .
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4244
USDJPN - 84,120
GBPUSD - 1,6129
USDBRL - 1,6100
EURBRL - 2,2917
A semana começa com algumas dúvidas e poucas certezas. Até onde vai a fumaça e o fogo do dragão da inflação. Ele estará mortalmente ferido ou apenas “mais irritado” e disposto a assombrar nossos sonhos como no passado? O monstro vem atacando em várias partes do mundo, que começavam em alguns lugares a querer sair do risco de cair no “atoleiro” da deflação. Naturalmente , ninguém gostaria de dar de cara com o “bicho” bem agora, nessa fase de início de recuperação da economia em vários países .. Outra vez na historia, o petróleo “puxa” os preços causando uma reação em cadeia no sistema econômico mundial. Algumas economias (brasileira , entre outras) aprenderam como lidar com essa questão e hoje estão pouco vulneráveis a essas oscilações. Outras, porém, têm memória curta e, passado o choque nos preços, esquecem seus efeitos. Resta torcer para que o governo brasileiro mantenha-se atento e utilize doses adequadas de “água” para não permitir que o fogo da inflação volte a queimar o bolso dos brasileiros, principalmente os dos mais pobres. Nesse contexto uma certeza; a valorização do real ajuda e muito.
Bovespa encerrou o dia sexta em alta de 0,99%.
Dólar fechou sexta-feira em baixa, cotado a R$ 1,6100.
Euro fechou cotado a R$ 2,2917
Risco Brasil fechou em 168 pontos.
Com o emprego crescendo nos Estados Unidos desde outubro do ano passado, deve começar a mudar também a direção das medidas expansionistas do FED. As políticas adotadas pelo governo recentemente, com o intuito de “puxar” com força a corda da liquidez para cima, empurraram para frente a atividade da economia americana, que deverá andar com suas próprias pernas a partir do segundo semestre de 2011. Há uma percepção positiva com a capacidade geradora de emprego que, segundo informam alguns analistas ao The New York Times, deverá crescer criando 200.000 novos postos privados de trabalho por mês, até o fim de 2.011. É uma boa notícia para eles, apesar de hoje ser o “dia da mentira”.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta, mas Tókio cai.
Índice Dow Jones operou ontem em baixa de 0,25%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 106,72.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4193
USDJPN - 83,020
GBPUSD - 1,6070
USDBRL - 1,6290
EURBRL - 2,3130
Como temos observado neste espaço há bastante tempo, uma moeda valorizada é como gravidez, um sinal de saúde e não de doença. Quando uma paridade cambial “flutua”, tem a capacidade de alto corrigir os desequilíbrios que possam estar acontecendo em um determinado ambiente econômico. Esse fato, antes de trazer qualquer preocupação, deveria produzir otimismo com o nosso futuro. Não há nenhuma dúvida quanto à importância de se acompanhar o déficit em conta corrente, porém esse não é um problema que preocupe agora. Este ano, até a terceira semana de março como informa o MDIC, o saldo positivo da balança comercial é de US$ 2,36 bilhões de dólares. Foram US$ 42,86 bilhões de exportação contra US$ 40,50 de importações. Parece um desempenho ruim? Há um ano, por exemplo, esse mesmo período apresentava um saldo comercial positivo de US$ 743 milhões. Ter saldo porque os preços internacionais subiram, ou seja lá pelo que for, não justifica propor que se “deteriore” a moeda brasileira de maneira forçada. Em nossa opinião isso é um contra-senso. Uma coisa é administrar eventuais desvios que possam alterar artificialmente a velocidade do movimento de valorização ou desvalorização de uma moeda. Outra é usar políticas para desviar uma paridade de seu caminho natural ditado pelo equilíbrio econômico, político e social de um país. Isso sem falar nos muitos benefícios que uma moeda forte traz, como “ajudar” a segurar a inflação, maior preocupação do momento no Brasil.
Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,87%.
Dólar fechou estável, cotado a R$ 1,6290.
Euro fechou cotado a R$ 2,3130
Risco Brasil fechou em 168 pontos.
“Principalmente as pequenas e médias empresas já projetam uma inflação entre 4% e 6%, muito maiores que os valores projetados (entre 1,3% e 1,7%) pelo Federal Reserve (FED) americano”, informa a CNN News. A mudança no rumo da atividade econômica nos Estados Unidos é uma boa notícia, mas traz junto uma série de alterações (algumas são muitas boas e outras nem tanto), no cenário mundial. No momento que o governo Obama começar a retirar liquidez e mexer na taxa de juros, o dólar deverá ganhar força novamente. Para aquela parte do mundo que ainda depende de financiamento para suprir suas deficiências de caixa essa pode não ser uma boa notícia. De outro lado, quando a máquina yankee começa a andar, o mundo agradece.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham entre altas e baixas.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 0,58%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 104,27.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4121
USDJPN - 82,910
GBPUSD - 1,6064
USDBRL - 1,6270
EURBRL - 2,3014
A maior desvalorização do dólar ontem deve ter sido causada pela antecipação de ingresso de capital, para “fugir” do alcance das medidas do governo para conter a valorização do real. Valorização, aliás, bem vinda para ajudar a autoridade monetária brasileira a domar o dragão da inflação, que vem soltando fumaça com bastante intensidade. Mesmo que não aconteçam novas medidas do governo para diminuir o ritmo da valorização da nossa moeda, fica a sensação que a cotação do dólar deve permanecer em torno dos números atuais. Em algum momento, o impacto do aumento dos preços (inflação) na economia vai puxar a cotação da moeda americana para cima. Os movimentos do Tio Sam, seja para que lado for, têm impacto importante na relação de preços e paridades da grande maioria das economias mundiais.
Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,86%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,6270.
Euro fechou cotado a R$ 2,3014
Risco Brasil fechou em 169 pontos.
“Principalmente as pequenas e médias empresas já projetam uma inflação entre 4% e 6%, muito maiores que os valores projetados (entre 1,3% e 1,7%) pelo Federal Reserve (FED) americano”, informa a CNN News. A mudança no rumo da atividade econômica nos Estados Unidos é uma boa notícia, mas traz junto uma série de alterações (algumas são muitas boas e outras nem tanto), no cenário mundial. No momento que o governo Obama começar a retirar liquidez e mexer na taxa de juros, o dólar deverá ganhar força novamente. Para aquela parte do mundo que ainda depende de financiamento para suprir suas deficiências de caixa essa pode não ser uma boa notícia. De outro lado, quando a máquina yankee começa a andar, o mundo agradece.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham entre altas e baixas.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 0,58%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 104,27.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4121
USDJPN - 82,910
GBPUSD - 1,6064
USDBRL - 1,6270
EURBRL - 2,3014
A maior desvalorização do dólar ontem deve ter sido causada pela antecipação de ingresso de capital, para “fugir” do alcance das medidas do governo para conter a valorização do real. Valorização, aliás, bem vinda para ajudar a autoridade monetária brasileira a domar o dragão da inflação, que vem soltando fumaça com bastante intensidade. Mesmo que não aconteçam novas medidas do governo para diminuir o ritmo da valorização da nossa moeda, fica a sensação que a cotação do dólar deve permanecer em torno dos números atuais. Em algum momento, o impacto do aumento dos preços (inflação) na economia vai puxar a cotação da moeda americana para cima. Os movimentos do Tio Sam, seja para que lado for, têm impacto importante na relação de preços e paridades da grande maioria das economias mundiais.
Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,86%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,6270.
Euro fechou cotado a R$ 2,3014
Risco Brasil fechou em 169 pontos.
Parece que, politicamente, o acidente nuclear causado por terremotos e tsunamis que atingiram as usinas japonesas está fazendo mais estragos na Europa que no Japão. Na Alemanha, o partido da chanceler Angela Merkel, colheu um revés nas eleições desse domingo por conta de sua decisão anterior (agora revista) de dar uma sobrevida para algumas usinas nucleares antigas que deveriam ter parado de operar . Na França, o presidente Nicolas Sarkozy, que já há algum tempo está tentando agradar ao povo frances para poder enfrentar bem as eleições do próximo ano, ficou com a “radiação” queimando suas mãos. Buscou agradar através da liderança na questão da intervenção na Líbia, mas parece que o tiro saiu pela culatra. O assunto energia nuclear ainda vai passar por muita discussão até que o assunto (ou o mundo) acabe.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em baixa.
Índice Dow Jones operou ontem em baixa de 0,19%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 103,98.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4097
USDJPN - 81,710
GBPUSD - 1,6008
USDBRL - 1,6600
EURBRL - 2,3396
Caso a idéia do governo ao aumentar o tributo (IOF de 2,385% para 6,38%) sobre os gastos com cartão de crédito no exterior seja a de inibir viagens e gastos de brasileiros lá fora, não vai funcionar. Em primeiro lugar, muito pouca gente viaja ou deixa de viajar em função desta diferença (aumento de imposto). Em segundo, existem muitas alternativas para se adquirir moeda sem esse custo adicional. Nenhuma forma de bloqueio funcionou no passado quando o que se pretende é mudar a direção de uma tendência cujos motivadores têm outra raiz. O único efeito, mesmo que insignificante, dessas medidas é o de reduzir a demanda por moeda (cobertura) por parte das operadoras de cartão. Assim o governo pode perder um “parceiro” para ajudá-lo a “segurar” a valorização do real. Medidas com objetivo de mudar tendência, principalmente tributárias ou protecionistas no mercado de cambio, só servem para alimentar os mercados paralelos.
A presidente Dilma Rousseff assinou um decreto hoje, elevando a tarifa de IOF (imposto sobre operações financeiras), informa a agencia de notícias IG. Hoje a tarifa é de 5,38% para operações com prazo de noventa dias. Acima desse prazo, a taxa era zero. A partir da publicação do decreto, será cobrado 6% para empréstimos com prazos de até 360 dias. Acima desse prazo, não haverá incidência de IOF. Essa é uma medida capaz de reduzir o crédito e ajudar a administrar a inflação. Quanto a segurar a valorização do real, será mais um instrumento da orquestra para afinar a taxa de cambio.
Bovespa encerrou o dia ontem em baixa de 0,85%.
Dólar fechou estável, cotado a R$ 1,660.
Euro fechou cotado a R$ 2,3396
Risco Brasil fechou em 168 pontos.
Entre a tese dos que são contra e a antítese dos que são a favor das usinas nucleares, cabe a racionalidade da síntese. Sem dúvida vazamentos nucleares e seus efeitos sobre seres vivos dão mais mídia que as mortes humanas em usinas de carvão. Chernobil (1986) impressiona muito mais que “100 anos de solidão” dos quase humanos das minas poluidoras de carvão. Aqueles que estão “ganhando” o direito a uma vida decente, mundo afora, querem energia elétrica. Será preciso produzi-la. A segurança no caso das usinas nucleares tem melhorado, basicamente, com o que se aprende em caso de acidentes. Fukushima resistiu a um terremoto de 9 pontos na escala Richter e a um Tsunami que superou as já prudentes barreiras construídas para que efeitos de ondas gigantes fossem bloqueados. Convenhamos que não é pouco. Parece que a atmosfera agradece mais a energia produzida em usinas nucleares que aquelas produzidas pela queima de combustível fóssil. Aquele país que tem a opção de produzir energia de fontes não poluidoras como é, por exemplo, o caso do Brasil, não há que pensar em usina nuclear. Já os que não tem....
Bolsas européias abrem sem tendência definida, entre altas e baixas.
Bolsas asiáticas fecham entre altas e baixas.
Índice Dow Jones operou sexta em alta de 0,41%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 105,57.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4081
USDJPN - 81,400
GBPUSD - 1,6021
USDBRL - 1,6580
EURBRL - 2,3323
A boa expectativa de crescimento da economia brasileira (4%), junto com a mexicana (4,5%) e principalmente as o Chile (6,5%) e Peru (6%), que embora sejam economias bem menores, devem ter um crescimento maior, dando uma boa perspectiva para os povos da América Latina em 2011. Entretanto, incomoda bastante a pressão dos preços que, caso não seja controlada a tempo, pode colocar tudo a perder. Aí o Brasil aparece como o principal ator no palco da estabilidade da região. Não parece ainda assegurado que as medidas adotadas pelo governo para conter a pressão inflacionária tenham curado a ferida definitivamente. Os três próximos meses darão a resposta.
Bovespa encerrou o dia sexta-feira em alta de 0,34%.
Dólar fechou sexta estável, cotado a R$ 1,658.
Euro fechou cotado a R$ 2,3323
Risco Brasil fechou em 169 pontos.