A Espanha ontem vendeu bonds com 10 e 30 anos de vencimento, com isso o país conseguiu levantar 3.479 bilhões de euros sendo 3 bilhões com vencimento de menor prazo. A demanda pelos títulos foi 1.89 vezes o ofertado no mercado, com isso diminui a pressão em cima dos Espanhóis que têm 24.7 bilhões de euros vencendo no mês de Julho. A forte demanda deverá ajudar a recuperar a confiança no mercado europeu pelos próximos dias, parece que a Espanha está vencendo a batalha, mas até agora sem nenhum sinal de qual guerra vencerá.
Bolsas Européias operam em alta
Bolsas Asiáticas fecharam em queda, com Nikkei 225 do mercado japonês perdendo 0,7%
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD = 1,2377
USDJPN = 91,30
GBPUSD = 1,4817
USDBRL = 1,7855
EURBRL = 2,2101
A diferença entre o retorno dos títulos brasileiros que foram vendidos em 2004 e 2009 diminuiu 23 pontos e o retorno dos títulos emitidos em 2004 com vencimento em 2019 estão em torno de 8.875. Com a deteriorização dos países europeus, especialmente Grécia, Portugal, Espanha e Itália, a demanda por títulos brasileiros caiu consideravelmente, já que a liquidez de papéis desses países ainda é muito maior. A tendência é o Brasil se beneficiar das mudancas que estão occorrendo cada vez mais no mercado global, a aversão ao risco vai diminuir e acredito que em breve não precisaremos pagar uma taxa de juros enorme a investidores, pois seremos um ponto seguro da economia global.
Índice Bovespa encerrou com leve alta de 0,48%
Dólar fechou em baixa de 1%.
Euro fechou com alta de 0,7%.
O sentimento parece mesmo ter mudado desde a semana passada, os mercados operam em alta mesmo com o relatório que mede o grau de investimento das construtoras nos Estados Unidos, demontrando números pouco animadores.
Os primeiros números reportados, depois do encerramento dos incentivos governamentais nos Estados Unidos, mostraram um declínio de 10%, ou seja, o maior desde março de 2009 e muito maior do que analistas estimavam. Os mercados que vivem esse momento positivo, às vezes, contradizem o que os dados econômicos demonstram, até quando isso acontecerá?
Bolsas europeias operam em baixa.
Bolsas Asiáticas fecharam em alta.
EURUSD – 1,2292
GBPUSD- 1,4796
USDJPY- 91,24
USDBRL –1,7955
EURBRL – 2,2060
O crescimento das vendas no varejo começam a mostrar sinais de desaceleração em Abril, depois do recorde já registrado em março e demonstra que a economia pode estar seguindo o mesmo caminho no segundo semetre. Segundo dados estatísticos, as vendas cresceram 9% com relação a Abril do ano passado, mas ainda estão 10% abaixo do que o mercado esperava. O que é importante ressaltar, é que os dados continuam positivos e em patamares que parecem sustentáveis.
Índice Bovespa opera em alta baixa de 0.7%.
Dólar opera em alta de 0,4%.
A boa onda de notícias da semana passada trouxe um sentimento positivo, os índices que medem a confiança no consumo, nos EUA, e a produção industrial na europa, foram reportados melhor que esperado. Apesar das boas notícias, investidores começaram a se preocupar com a saúde finanaceira dos bancos europeus. O resultado do mês de maio foi o de maior queda nas venda de BONDS, desde a queda do banco de investimento Lehman Brothers. Bancos estão preocupados em emprestar entre eles, portanto estão depositando valores recordes no Banco Central Europeu.
Bolsas Européias operam em alta
Bolsas Asiáticas fecharam em alta, com Nikkei 225 (mercado japonês) na liderança com 1,80%
EURUSD - 1,2258
USDJPN - 91,86
GBPUSD - 1,4775
USDBRL - 1,7970
EURBRL - 2,2041
A mais nova estimativa de economistas dos bancos centrais publicada hoje, revelou uma média de expansão para economia brasileira de 6,99%. O Real teve um ótimo ganho na semana passada, 3% com relação ao Dólar Americano, sendo o maior ganho dos últimos dois meses, com essas notícias o retorno dos contratos de DI, com vencimento em janeiro, subiu 22 pontos, chegando a 11,14% ao ano.
Índice Bovespa encerrou sexta com alta de 0,88% a 63,605.38
O jornal The Japan Times traz uma interessante matéria sobre liderança política e, como resultado, sucesso econômico e social. O argumento do jornalista Tom Plate, que analisa os atuais ótimos resultados de várias economias asiáticas, como reflexo da atuação de bons líderes, certo ou não, contrasta e talvez explique aquilo que está ocorrendo na Europa, que parece ter exatamente a falta de bons comandantes para enfrentar as dificuldades que a atual crise impõe ao bloco europeu. “Grandes líderes fizeram uma Europa forte no século 19. Roosevelt e Kennedys, entre outros, tornaram os Estados Unidos uma potência mundial no século 20. Quais serão os grandes comandantes de uma Ásia dominante no século 21?”, ele pergunta e responde. Com líder ou sem líder, o certo como diz o texto é que o povo da Ásia trabalhou até “quebrar as costas” e hoje todo mundo parece estar “trabalhando ou estudando”. A receita parece simples e a história tende a confirmar a tese.
Bolsas européias abrem animadas e em alta.
Bolsas asiáticas fecham otimistas e em alta.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 2,76%.
Barril de petróleo para julho fechou em alta, cotado a US$ 75,56.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD = - 1,0300% = 1,2111
USDJPN = - 0,0900% = 91,420
GBPUSD = - 1,0900% = 1,4791
USDBRL = - 2,0500% = 1,8080
EURBRL = - 1,0800% = 2,1895
Com a taxa de juros mais alta (10,25%) na terra do futebol, sobe o interesse dos investidores externos por investir no Brasil. Como o instrumento “taxa de juros próxima de zero” tem sido utilizado pelos países desenvolvidos como alavanca para o consumo, o jeito é mandar o rico dinheirinho de fora fazer um “tratamento estético” na economia brasileira. Estas maiores ofertas de poupança externa, junto com os superávits comerciais da nossa balança comercial, empurram o dólar para baixo e o real para cima. Apostar no mercado futuro contra o real pode, portanto, não ser um bom negócio. O Banco Central continua comprando moeda diariamente, aumentando assim o já consistente nível de reservas do país.
Caso os bons ventos das bolsas européias e asiáticas atinjam o continente americano, tanto no Brasil como Estados Unidos, a semana deve encerrar com mercados positivos.
Índice Bovespa encerrou o dia de ontem em alta de 2,55%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,808.
Euro fechou em baixa, cotado a R$ 2,1895.
Risco Brasil ficou em 232 pontos.
A confiança dos investidores globais com relação a Europa esta diminuindo a cada dia, uma vez que 73% dos analistas de mercado estão prevendo que a Grécia não conseguirá honrar pagamentos com vencimentos no médio prazo. O mercado de ações no mundo tem derretido, com o Europe 600 Index perdendo 12%, depois de atingir a máxima dia 15 de abril. A moeda européia já se depreciou 17% com relação ao dólar americano desde o começo do ano. Uma preocupação importante nesse momento é que os bancos centrais de alguns países não têm muito mais alternativas para manobras.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD 1,2031
USDJPN 91,20
GBPUSD 1,4596
EURBRL 2,2260
USDBRL 1,8460
Tx SELIC - 10,25% (Aumento de 0,75%)
O Real em 2010 já se desvalorizou 5%, o que no momento parece uma simples correção do mercado, depois da enorme valorização de 2009 (pouco mais de 33%). O custo do CDS (credit default swaps) de 5 anos caiu um ponto, para 146 pontos. O BOND da dívida americana (10 anos) está hoje em 242 pontos, teve aumento de 75 pontos, com relação ao BOND da dívida brasileira em dólar, desde 15 de abril, este é o nivel mais alto desde outubro de 2007, tudo isso é reflexo da crise internacional e demonstra que mesmo com crescimento de 2,7% do PIB no primeiro trimestre (comparado ao último trimestre de 2009), ainda temos muita lenha para queimar antes de ganharmos de vez a confiança dos investidores globais.
O CDS (Credit Default Swap Financial Index) dos 25 bancos e seguradoras européias aumentou 14 pontos, chegando aos 208 e se aproximando do recorde de 210 alcançado em marco 2009. O CDS do banco Santander SA, o maior banco espanhol, chegou a 258 pontos, o mais alto nível da história de acordo com a CMA.
Segundo o banco BBVA- Bilbao Vizcaya Argentaria SA, os bancos espanhóis necessitam de 50bilhões de euros, depois das perdas com o colapso do mercado imobiliário na Espanha. É um caso muito similar ao de 2008, nos EUA, com duas grandes diferenças: a Espanha não tem o mesmo poder econômico dos americanos e já se encontra num problema fiscal de difícil resolução.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD 1,1978
USDJPN 91,46
GBPUSD 1,4517
EURBRL 2,2001
USDBRL 1,8550
O índice Bovespa fechou em alta ontem, depois do relatório do IBGE que demonstrou um crescimento econômico maior do que esperado. O PIB (produto interno bruto) aumentou 9% quando comparado ao mesmo período do ano passado. A força de demanda interna, com todos os setores da economia tendo se expandido consideravelmente, foi um dos principais motivos deste crescimento. Se alguém tinha esperança que o aumento da taxa de juros fosse menor que 0,75%, é melhor começar a rever os seus conceitos.
A diferença entre a taxa de juros do Brasil e USA irá aumentar ainda mais, isso será favorável para a chamada carry trade (onde investidor empresta em um país com baixa taxa de juros e investe em paises onde o retorno e maior). A pergunta que fica é se não temos criatividade para controlar nossa inflação sem que o país tenha que pagar a conta de uma alta taxa de juros.
O sentimento na terra do tio Sam está indo de bom a melhor, uma nova pesquisa realizada pela Bloomberg com grandes investidores e analistas do mercado surpreendentemente apontou os USA como as melhores oportunidades de investimento com quase o dobro do percentual em que tinha no último outubro. Seguindo os USA com 39%, vem Brasil com 29%, China com 28% e Índia 27%. Os americanos estão contratando com a mesma rapidez em que demitiram no meio da crise de 2008, enquanto do outro lado do Atlântico os Europeus parecem não responder da mesma maneira.
S&P/ASX 200 INDEX, índice que tem as 200 maiores empresas asiáticas teve alta de 1,28%
Bolsas européias operam em baixa
Barril Petróleo estável a 71,56 dólares o barril.
Ouro estável a 1,244.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD = 1.1944
USDJPN = 91,64
GBPUSD = 1,4421
USDBRL = 1.8652
EURBRL = 1,1952
Em setembro de 2008 o Banco Central injetou 100 bilhões de reais na economia quando diminuiu o “capital requirement”, percentual da reserva em que os bancos têm que deixar depositado no banco central, e cortaram a Selic (taxa de juros) para 8.75%. Essas medidas aqueceram a economia com um grande acréscimo do crédito, mês passado empréstimos feitos por bancos governamentais e não governamentais atingiu o recorde de 1.47 trilhões de reais em Abril, e a inadimplência caiu para 6,8%, a menor desde de 2005. Com a inflação já esperada, estar fora da meta de 4,5% ao ano não seria hora de tirar o pé do acelerador e continuar a viagem sem deixar o carro quebrar?
As bolsas americanas fecharam a semana com baixa, o S&P (índice que em que engloba as 500 maiores empresas americanas) acumulou queda de 2.3. O relatório que veio do departamento de trabalho na sexta-feira desapontou, mas mesmo assim demonstrou alta de 41,000 novos postos de trabalho (70% a menos que o mercado esperava). Desde 23 de Abril já se evaporou mais de $1.9 trilhões dos mercados acionários americano, devido às preocupações de que os problemas fiscais da Grécia, Portugal e Espanha irão causar perdas para os bancos e consequentemente a paralização nos empréstimos. Os títulos americanos mesmo com baixíssimo juros tem se demonstrado atrativo nos últimos 2 meses, e a tendência é de que continue até a nuvem negra da Europa clarear.
Bolsas asiáticas fecharam com uma significante queda de 3%, o Japão liderou os índices e fechou em baixa de 3,58%
Bolsas européias operam em baixa, com o FTSE (Índice Inglês) em queda 0,5%
Barril Petroleo 71.18USD -0.46%
Ouro 1,212USD -0.35%
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD = 1,1971
USDJPN = 91,99
GBPUSD = 1,4496
USDBRL = 1,860
EURBRL = 2,240
Economistas das agência de ratings diminuíram a previsão da inflação pela primeira vez em 7 messes com expectativa que o Banco Central aumentará a taxa de juros (Selic) pela segunda vez esse ano no encontro desta semana. A previsão era de que o índice de inflação para o consumidor termine o ano em 5.64%, com uma leve queda de 0,03% do previsto semana passada. O encontro é dia 8 e 9 de Junho e é esperado um novo aumento de 0,75%, o que elevará a taxa para 10,25%, e consequentemente uma esfriada no ânimo dos consumidores.
Risco Brasil – 238, com alta de 8 pontos comparada à sessão passada
Enquanto o Brasil descansava nessa quinta feira, as bolsas internacionais operaram com otimismo, o índice MSCI World (que engloba as 24 principais nações) encerrou o dia com alta de 1.1%, o sentimento positivo que tem vindo dos dados econômicos americanos, com aumento significativo nas vendas de imóveis e carros acalmando o mercado esta semana.
Para hoje, o mercado está focado no relatório do desemprego americano prevendo que o mês de maio tenha sido o melhor em número de contratações desde 1983, o que nos confirma a idéia de que está tudo indo de vento em polpa para os compatriotas americanos. Ainda existe grande preocupação com os países Europeus com problemas fiscais e a China que está começando a puxar o freio de mão de modo a evitar bolha em alguns setores da economia.
No mercado de moedas, o Euro continua a escorregar perante as “majors” (USD, JPY, GBP, CHF), ainda com preocupações de que cada vez estamos mais perto de uma nova impressão de moeda no continente para aumentar a liquidez dos bancos evitando novo problema de crédito e colapso da economia real. Interessante durante o dia de ontem foi a moeda da Hungria que teve uma grande desvalorização depois de um deputado líder dizer que o país está a risco da Grecia, numa situação muito delicada.
Bolsas asiáticas fecharam estáveis, com Japão tendo pequena queda de 0,13%.
Bolsas européias operam em baixa de 0,7%.
Barril Petroleo 74.06 -0.74%
Ouro 1,202.40 -0.63%
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD = 1,2060
USDJPN = 92,50
GBPUSD = 1,4565
USDBRL = 1,835
EURBRL = 2,217
A Petrobrás nomeou um consórcio de seis bancos: Bradesco,Citigroup, Itau, Bank of America, Morgan Stanley e Banco Santander, para gerenciar a venda de$ 25bilhões. Com o cenário externo ainda com grandes nevoeiros à venda pode ser adiado, esse é um grande motivo de procupação para empresas que necessitam levantar capital, sendo que os grandes investidores estão todos com o capital reservado e não pretendem desalocar para nenhum outro lugar.
Risco Brasil fechou em baixa com 234 pontos.
Enquanto vêm dos Estados Unidos alguns bons indicadores econômicos, sinalizando uma lenta recuperação, na Europa a situação continua a se deteriorar e preocupar. A Espanha, segundo o jornal The New York Times, apresenta uma taxa de desemprego de 19,7%, quase o dobro da média na zona do euro. Essa atual fase de ajuste das dificuldades orçamentárias pela qual passam alguns países do bloco não deve ser curta, mas são consistentes as medidas aprovadas em Bruxelas para permitir a manutenção da força dos países do antigo continente.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em baixa, mas Xangai tem leve alta.
Índice Dow Jones operou em baixa de 1,11%.
Barril de petróleo para julho fechou estável, cotado a US$ 72,23.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD = - 0,5700% = 1,2238
USDJPN = - 0,2000% = 91,070
GBPUSD = + 0,7400% = 1,4649
USDBRL = + 0,9800% = 1,8360
EURBRL = + 0,8200% = 2,2573
Operações futuras de câmbio mostram apostas na desvalorização do real, embora não haja grande motivo para acreditar nessa lógica. O assunto é complexo para esse pouco espaço, mas afora movimentos especulativos para “balançar” o mercado para um lado e outro e assim auferir algum resultado operacional, não existem fundamentos, no curto prazo, para grandes oscilações do câmbio. A Bolsa tem seguido os movimentos de mudança dos investimentos para ativos de maior segurança, mantendo “contato” com aquilo que acontece nas Bolsas da Europa e Estados Unidos.
Índice Bovespa encerrou o dia em baixa de 1,91%.
Dólar fechou em alta, cotado a R$ 1,836.
Euro fechou em alta, cotado a R$ 2,2573.
Risco Brasil ficou em 234 pontos.