Parece que, politicamente, o acidente nuclear causado por terremotos e tsunamis que atingiram as usinas japonesas está fazendo mais estragos na Europa que no Japão. Na Alemanha, o partido da chanceler Angela Merkel, colheu um revés nas eleições desse domingo por conta de sua decisão anterior (agora revista) de dar uma sobrevida para algumas usinas nucleares antigas que deveriam ter parado de operar . Na França, o presidente Nicolas Sarkozy, que já há algum tempo está tentando agradar ao povo frances para poder enfrentar bem as eleições do próximo ano, ficou com a “radiação” queimando suas mãos. Buscou agradar através da liderança na questão da intervenção na Líbia, mas parece que o tiro saiu pela culatra. O assunto energia nuclear ainda vai passar por muita discussão até que o assunto (ou o mundo) acabe.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em baixa.
Índice Dow Jones operou ontem em baixa de 0,19%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 103,98.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4097
USDJPN - 81,710
GBPUSD - 1,6008
USDBRL - 1,6600
EURBRL - 2,3396
Caso a idéia do governo ao aumentar o tributo (IOF de 2,385% para 6,38%) sobre os gastos com cartão de crédito no exterior seja a de inibir viagens e gastos de brasileiros lá fora, não vai funcionar. Em primeiro lugar, muito pouca gente viaja ou deixa de viajar em função desta diferença (aumento de imposto). Em segundo, existem muitas alternativas para se adquirir moeda sem esse custo adicional. Nenhuma forma de bloqueio funcionou no passado quando o que se pretende é mudar a direção de uma tendência cujos motivadores têm outra raiz. O único efeito, mesmo que insignificante, dessas medidas é o de reduzir a demanda por moeda (cobertura) por parte das operadoras de cartão. Assim o governo pode perder um “parceiro” para ajudá-lo a “segurar” a valorização do real. Medidas com objetivo de mudar tendência, principalmente tributárias ou protecionistas no mercado de cambio, só servem para alimentar os mercados paralelos.
A presidente Dilma Rousseff assinou um decreto hoje, elevando a tarifa de IOF (imposto sobre operações financeiras), informa a agencia de notícias IG. Hoje a tarifa é de 5,38% para operações com prazo de noventa dias. Acima desse prazo, a taxa era zero. A partir da publicação do decreto, será cobrado 6% para empréstimos com prazos de até 360 dias. Acima desse prazo, não haverá incidência de IOF. Essa é uma medida capaz de reduzir o crédito e ajudar a administrar a inflação. Quanto a segurar a valorização do real, será mais um instrumento da orquestra para afinar a taxa de cambio.
Bovespa encerrou o dia ontem em baixa de 0,85%.
Dólar fechou estável, cotado a R$ 1,660.
Euro fechou cotado a R$ 2,3396
Risco Brasil fechou em 168 pontos.