Cenário Externo:
A manutenção dos juros básicos dos Estados Unidos, entre zero e 0,25%, somados a expectativa de manutenção do programa de compra de ativos, conforme o planejado anteriormente, mantém pressão sobre o dólar que deve assim continuar fraco frente algumas moedas. Segundo o The Wall Street Journal, o Banco Central Americano (FED), alterou a previsão de crescimento do PIB de 3,9% para entre 3,1% e 3,3%, em 2.011. O FED espera ainda um pouquinho mais de inflação (algo como 2,1% até 2,8%) para o mês de abril, contra 1,6% anterior. O dado positivo é a melhoria do emprego, que cria condições para o Banco Central americano pensar em mexer nos juros, quem sabe no segundo semestre. Havendo aumento da pressão inflacionária, a autoridade monetária do governo Obama poderá começar a ajustar sua política econômica mais cedo que o previsto. Por enquanto, o governo americano não reconhece a elevação dos preços como um risco maior de inflação interna.
Bolsas européias operam em alta.
Bolsas asiáticas fecham entre altas e baixas.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 0,76%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 112,28.da economia
BEXS informa:
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4729
USDJPN - 82,280
GBPUSD - 1,6562
USDBRL - 1,5690
EURBRL - 2,3157
Cenário Interno:
Preocupa a convicção da presidente Dilma que o combate às causas inflacionárias seja menos importante que a manutenção do crescimento da economia brasileira. Primeiro que uma coisa não pressupõe necessariamente a outra. Combater as principais causas do aquecimento gerador de aumento nos preços, não quer dizer que o único instrumento de administração seja retrair as boas expectativas de avanço da nossa economia. O governo pode administrar a questão da demanda aquecida pelo lado fiscal, reduzindo os gastos de custeio da ineficiente e pesadíssima máquina pública. Pode também reduzir os custos dos empréstimos via redução de tributos (IOF). A demanda por investimento pode ser atendida pela ampla oferta de crédito (poupança) externo que, de quebra, quando entra no país ainda ajuda segurar a valorização do real nos atuais patamares. O real mais forte diminui a pressão sobre os preços internos via importação de bens e serviços. Não parece bom o som do discurso do governo.
No mercado de Forex, as medidas anunciadas pelo FED americano devem apoiar a valorização do euro frente ao dólar. O euro deve romper a paridade de resistência de US$ 1,490 dolares por euro. A cotação deve subir para US$ 1,4787 e caminhar para US$ 1,4841.