Comentário: Embora fosse basicamente para quem transitou por Dubai provável que a crise econômica atingisse há qualquer momento este oásis imobiliário megalomaníaco implantado no nada, a reação emocional dos mercados é desproporcional às conseqüências esperadas para a moratória de seis meses para o pagamento da divida de U$ 59 bilhões solicitado pelo Dubai World, empresa de investimento estatal de Dubai. Sem entrar no mérito e análise do problema é pouco problema para muito barulho até porque o principal produto de exportação deles ainda tem boa demanda pelo mundo e, com a recuperação econômica prevista para os próximos anos, não é visível uma grande queda nos preços do petróleo.
Bolsas Européias abrem entre altas e baixas.
Bolsas Asiáticas fecham em baixa.
Bolsa de NY (Dow Jones) não operou ontem.
Barril de petróleo para janeiro fechou em alta, cotado a U$ 76, 09 em NY.
Comentário: O mercado de câmbio no Brasil ontem pode ter sentido os efeitos da moratória de Dubai, cujo epicentro passa a quilômetros de distância do nosso mercado e aqui não deveria chegar nem ser suficiente para uma “marolinha” no barquinho da nossa economia. Mais em função da alta sensibilidade e principalmente por um movimento pontual de baixa atividade no ingresso de capital (o mercado americano ficou fechado ontem) e, na contra mão, alguma saída de recursos, viu a demanda crescer e, consciente da atuação do Banco Central no período da tarde, operou pressionado durante boa parte do dia, do que por algum movimento de mudança na tendência da paridade do dólar que ontem e hoje na Ásia, continuou se desvalorizando.
Bolsa operou ontem em alta de 2,25%.
Dólar encerrou o dia de ontem em alta, cotado a R$ 1,748.
O Euro fechou ontem em baixa, cotado a R$ 2,58.
Risco Brasil subiu para 216 pontos.
Brasil 07h 30min IGP-M (Novembro, FGV)