Espanha apresenta seu plano de ajuste e FMI manifesta apoio. Alemanha finaliza seu projeto de ajuste que prevê redução do déficit fiscal de 5% para 3% do PIB, conforme determina o acordo da zona do euro. A Itália aperta o cinto: “chegou o momento de sacrifícios” disse Silvio Berlusconi, chefe do governo italiano. Fora do bloco, a Inglaterra também anuncia seu plano para enfrentar sua alta dívida pública. Em fim, a Europa sabe que tem que enfrentar suas dificuldades com medidas claras e duras. Eles estão fazendo isso, o que traz esperança que esse repique da crise, que os atingiu, seja superado nos próximos anos. Parece que a seriedade tomou conta do Velho Continente, fato que não impede o atual grande nervosismo dos mercados financeiros com a Europa, agora também apimentado com a tensão belicosa entre as Koreas.
Bolsas européias abrem com baixas acentuadas.
Bolsas asiáticas fecham em baixa.
Índice Dow Jones fechou ontem em baixa de 1,24%.
Barril de petróleo para junho fechou em baixa, cotado a US$ 69,98.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD = - 1,9400% = 1,2343
USDJPN = - 0,1300% = 90,110
GBPUSD = - 0,5500% = 1,4404
USDBRL = + 0,1600% = 1,8620
EURBRL = - 0,6600% = 2,3131
O Brasil continua ganhando pouco mais de US$ 100 milhões de dólares, por dia, em seu comércio exterior, conforme dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Embora a previsão do relatório Focus seja de US$ 14,5 bilhões de superávit esse ano, os números atuais apontam para um resultado menor, um pouco acima de US$ 11 bilhões para 2.010. Estes dados reforçam a expectativa que, embora tenha recuado fortemente nosso saldo comercial, e nosso nível de poupança pública e privada seja inadequado, ainda estamos caminhando de forma razoavelmente sadia em nossa corrente de comércio com o exterior. O problema está na necessidade de receber poupança externa para equilibrar as contas, o que pode ficar mais difícil até pela provável necessidade de financiamentos que a Europa apresenta no momento.
Os ventos nervosos vindos das Bolsas da Ásia em seu fechamento e nas da Europa na abertura do pregão, podem contaminar os mercados financeiros hoje no Brasil.
Índice Bovespa encerrou o dia de ontem em baixa de 0,57%.
Dólar fechou estável, cotado a R$ 1,862.
Euro fechou em baixa, cotado a R$ 2,3131.
Risco Brasil caiu para 240 pontos.