A agência Kyodo News do Japão informou ontem que as exportações japonesas cresceram 9% em fevereiro, frente ao mesmo período do ano passado, principalmente por uma forte demanda chinesa. Parece não haver muita dúvida que “o saldo das contas comerciais externas deverá se deteriorar muito”, afirmou o Ministério das Finanças japonês. Já a CNN News dos Estados Unidos avalia que “a crise japonesa vai fortalecer as relações entre os dois países”. A novidade, em comparação ao que aconteceu no passado (terremoto em Kõbe), é que desta vez o Japão aceitou a ajuda americana. Uma avaliação feita sobre as necessidades financeiras em caso de acidente em usina nuclear, realizada nos USA em 1982 (Sandia National Laboratories), concluiu que um desastre nuclear seria “catastrófico podendo causar 50 mil mortes e custar US$ 314 bilhões (US$ 700 bilhões atualizados) de dólares em danos materiais”. O enrosco é grande, pois muitos países optaram por usinas nucleares para gerar energia e hoje dependem dessa opção que fizeram no passado. Apesar de formarem fundos para fazer frente aos eventuais problemas financeiros causados por acidentes, podem ter que conviver com os efeitos das radiações liberadas, por muitos e muitos anos. As guerras, antigas alavancas de ajustes geográficos, demográficos e econômicos, podem ser substituídas por efeitos de longo prazo de acidentes nucleares. Esse seria o pensamento moderno de Maquiavel caso estivesse vivo?
Bolsas européias abrem o último dia da semana em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 0,70%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 105,60.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4183
USDJPN - 80,930
GBPUSD - 1,6113
USDBRL - 1,6560
EURBRL - 2,3501
Uma rápida análise do cenário mundial mostra que há mais oportunidades que dificuldades à frente para nosso país crescer. Por um lado, há um incômodo risco de “importarmos” inflação, pois começa a haver aumento da demanda no exterior, principalmente da gigante economia americana, que pode e deve puxar alguns preços aqui. Com políticas econômicas prudenciais e competentes podemos “administrar” alguns desses riscos. O aumento da demanda externa cria muita oportunidade para nosso país, por sermos fortes produtores de commodities. O Brasil deve ocupar seu espaço também na reconstrução dos países atingidos por desastres naturais (Japão) ou crises políticas (Oriente Médio). Para isso precisamos continuar a receber financiamento externo (isso pode mudar), hoje pertinente em investimentos direto e inadequado (excessivos) em capital especulativo de curto prazo. A realidade é que só dependemos de nós mesmos para aproveitarmos as oportunidades que o mundo oferece para subirmos os degraus do desenvolvimento. Claro que a “máquina pública do atraso”, também conhecida como “custo Brasil”, precisa ser desativada ou vamos continuar sendo o eterno “país do futuro”.
Bovespa encerrou o dia ontem em baixa de 0,39%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,656.
Euro fechou cotado a R$ 2,3501
Risco Brasil fechou em 170 pontos.