As dificuldades de relacionamento entre os países europeus, principalmente Itália e França, com o ditador Líbio Muamar Kadafi é o pano de fundo da “disposição” de intervenção aliada na Líbia. Como sempre, a questão do fornecimento de petróleo e seus derivados é o cerne do problema, também “enfeitado” com as questões de direitos humanos.
Enquanto isso, Portugal vive sua própria crise. Normalmente é o fato político que gera crises econômicas. Os portugueses inverteram essa lógica e, lá, o fato econômico (dívida pública) gerou uma crise política. O Primeiro Ministro José Sócrates deixou o governo após ter seu PEC (plano de estabilidade e crescimento) rejeitado pelo Parlamento. Parece que a demissão do Primeiro Ministro abre as portas para Portugal pedir socorro aos organismos multilaterais de apoio financeiro, seguindo o caminho dos gregos, irlandeses, entre outros. Com os juros da dívida superando 8% ao ano, Portugal segue dependendo do apoio do Banco Central Europeu e seus parceiros do bloco econômico. Parece que quem vai ditar as regras do jogo agora no país são os Sociais Democratas. Nesse ambiente a Presidente do Brasil Dilma Rousseff desembarca em Portugal no dia 29 de março, retornando no dia 31.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham entre altas e baixas.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 0,56%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 105,75.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4119
USDJPN - 80,850
GBPUSD - 1,6236
USDBRL - 1,6590
EURBRL - 2,3428
O fluxo cambial brasileiro foi positivo em US$ 11,728 bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central. Continua entrando no país um grande volume de recursos financeiros que somados ao superávit da balança comercial (US$ 3,19 bilhões), geram uma situação aparentemente confortável. Ocorre que a grande entrada de recursos vai contaminando a taxa de cambio do real e onerando os custos de carregamento das reservas que continuam aumentando. Por outro lado, é sadio (porém discutível pelo lado do custo) ter um bom volume de reservas para enfrentar crises externas. A pressão sobre a desvalorização do dólar (que tem causas externas importantes) ajuda a segurar a inflação. Cabe ao governo “temperar” o molho para não desandar o ragu.
Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,32%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,659.
Euro fechou cotado a R$ 2,3428
Risco Brasil fechou em 172 pontos.