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Fast News 23/11/2010

Cenário Externo:

A falta de uma “moeda” própria retira um instrumento fundamental de política monetária dos países que compõe o Bloco Europeu. Quem dita a política sobre o euro é o Banco Central Europeu. Aqueles países que estão enfrentando crises internas, não dispõem do instrumento “taxa de cambio” para ajudar a alterar o rumo de suas dificuldades econômicas. Resta saber se há caminhos com possibilidades suficientes de sucesso para que os países em dificuldade possam usar em busca dos ajustes necessários para suas economias.Como, sem poder utilizar a paridade da moeda para inibir ou acelerar a atividade econômica, sair da crise é uma das questões. Essa será uma experiência que o Bloco Europeu trará para a “literatura” mundial. Ser ou não factível uma união monetária em períodos de crise econômica mais aguda.

A Korea do Norte “lançou” mais lenha na fogueira econômica ao revidar ou atacar a Korea do Sul, nesta terça feira. Ataque ou revide, as Koreas não conseguem se entender. Caso as diplomacias não resolvam a questão, será pior para todos.

Bolsas européias operam em baixa.
Bolsas asiáticas fecham entre altas e baixas.
Índice Dow Jones fechou ontem em baixa de 0,22%.
Barril de petróleo para dezembro fechou cotado a US$ 81,58.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,3614
USDJPN - 83,280
GBPUSD - 1,5948
USDBRL - 1,7280
EURBRL - 2,3460

Cenário Interno:

Parece ainda haver fundamento técnico útil na teoria da paridade do poder de compra como parâmetro para medir a relação de valor entre moedas, embora as complexidades econômicas atuais acrescentam novas variáveis nessa lógica. Um dos pilares desse enunciado pressupõe a inflação como fator de desvalorização/valorização de uma moeda. Ora, a desvalorização empurra os custos e, portanto, a inflação, para cima, levando os juros junto. Caso a taxa de cambio fique artificialmente valorizada ou desvalorizada, vai haver um “represamento” do diferencial inflacionário, logo precificado pelo mercado. Quando em equilíbrio (não é o caso atual) econômico, a teoria funciona. Quando em desequilíbrio, cada um corre para a “teoria” que mais interessa para si. O fato é que, no longo prazo, um fator importante para determinar o preço de uma moeda frente à outra, continuará sendo a inflação interna menos a externa. Assim, o Brasil deve ficar atento à pressão inflacionária, que parece estar aumentando.

Bovespa encerrou o dia ontem em baixa de 1,78%.
Dólar fechou em alta, cotado a R$ 1,728.
Euro fechou cotado a R$ 2,3460.
Risco Brasil fechou em 178 pontos.

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