Interessante notar que o presidente do Federal Reserve, Bem Bernanke, advertiu ontem o Congresso americano que as perspectivas para a economia permanecem excepcionalmente incertas, e não deu nenhum sinal que o FED possa estar pensando em tomar novas medidas de estimulo para melhorar a atividade econômica americana. Segundo ele, “o crescimento será moderado, com uma queda gradual da taxa de desemprego e inflação sob controle nos próximos anos”. O diferente é que com um quadro ruim como esse o dólar ainda, por falta de opção, mantém certa força e continua com seu status de reserva de valor. É como dizer, “o incêndio é realmente grande, mas pode entrar que lá dentro está fresquinho”.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta, mas Tókio cai.
Índice Dow Jones fechou ontem em baixa de 1,07%.
Barril de petróleo para agosto fechou cotado a US$ 76,45.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,2774
USDJPN - 87,080
GBPUSD - 1,5184
USDBRL - 1,7820
EURBRL - 2,2844
Parece que a independência do BC ficou um pouquinho embaçada ontem, quando o COPOM decidiu diminuir a dose do remédio contra a “dengue” da demanda. A elevação de 0,5 pontos percentuais, por decisão unânime do Comitê, sinaliza uma convicção segura por parte deles que a pressão sobre os preços já passou. Só resta conferir mais a frente se a epidemia realmente foi controlada ou se houve miopia generalizada por parte dos membros que compõe o grupo de “médicos” da economia. O fato é que para a população o impacto da decisão do COPOM é absolutamente nulo, o que já não ocorre com os mercados financeiros. Os fatores reais que compõe o alto custo do dinheiro no Brasil continuam, sem ser devidamente atacados pelos governos.
Bovespa encerrou o dia de ontem estável com + 0,02%.
Dólar encerrou o dia em alta, cotado a R$ 1, 7820.
Euro fechou cotado a R$ 2,3178.
Risco Brasil fechou em alta, a 228 pontos.