Centro das atenções do mercado financeiro em todo o mundo, o bloco europeu busca através de o diálogo franco alemão conter os ataques sobre o euro. Em determinado momento da crise européia, as forças políticas dos dois países se juntaram para dar uma demonstração de decisão e força do bloco. Após a consistente reação com o acordo de Bruxelas (Euros 750 bilhões) em garantias para as economias fragilizadas, a Alemanha passou a tratar o assunto (para efeito de política interna)com certo distanciamento e com algumas decisões regulatórias unilaterais. A França não ficou confortável, mas sabe que o que está em jogo pressupõe negociação e muita diplomacia. Será que o escritor filósofo Voltaire estava certo quando dizia que “a política tem sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano”?
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em baixa, mas Xangai sobe.
Índice Dow Jones fechou ontem em baixa de 3,60%.
Barril de petróleo para junho fechou em baixa, cotado a US$ 68,01.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD = + 0,9300% = 1,2492
USDJPN = + 2,1900% = 89,600
GBPUSD = + 0,3700% = 1,4360
USDBRL = + 1,2500% = 1,8590
EURBRL = + 3,9334% = 2,3592
Projetar dificuldades comerciais do Brasil como exportador para a Europa, e justificar pressão sobre nossa moeda em função disso, como dizem alguns, é querer jogar fumaça nos olhos dos desavisados. Há, de fato, necessidade de acompanhar os problemas do déficit público e de ajustar melhor a dose das medidas necessárias para esfriar a velocidade da nossa economia. Mais poupança (pública e privada)e menos consumo. O fim dos incentivos fiscais, o (insignificante) corte de 10 bilhões no custeio e o aumento da taxa de juros, mostram que o governo não está parado. O real sofre, no cenário efetivo das contas externas, alguma pressão com a saída de investidores da Bolsa e outras remessas financeiras, como dividendos. E, no cenário interno especulativo, com um movimento claro e marcado de arbitragem do mercado contra a diária atuação do Banco Central, que dá liquidez as compras efetuadas pelos bancos na parte da manhã, com leilões de compra a vista no período da tarde. Após o leilão de compra, o mercado cai.
Índice Bovespa encerrou o dia de ontem em baixa de 2,51%.
Dólar fechou em alta, cotado a R$ 1,859.
Euro fechou em alta, cotado a R$ 2,3592.
Risco Brasil subiu para 242 pontos.