No que diz respeito ao eventual impacto sobre a produção de petróleo, que pode brecar a recuperação da economia mundial, mais preocupa o risco de contágio no Oriente Médio (Yemen Bahrain e Oman), que a crise na Líbia. Certamente esse não é o melhor momento para grandes desequilíbrios, sejam eles causados por desastres naturais ou não. A reação das Bolsas nessa segunda feira dá o tom dos mercados financeiros (na Europa e Ásia), com relação ao ataque (via exclusão aérea) das forças aliadas contra o governo Kadhafi. Toda vez que se acende um fósforo perto de um barril de petróleo, o risco de causar problemas aumenta. Quando isso acontece em países de sangue Árabe, é quase certeza de encrenca. Eles adoram uma briguinha e os americanos e ingleses também. E o Brasil pensa como o sambista (bem malandro) Adoniram Barbosa, “bom de briga é aquele que cai fora”.
Bolsas européias abrem em alta consistente.
Bolsas asiáticas fecham em alta.
Índice Dow Jones operou sexta em alta de 0,71%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 101,07.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4160
USDJPN - 80,890
GBPUSD - 1,6223
USDBRL - 1,6680
EURBRL - 2,3619
As incertezas geradas pelo conflito na Líbia e a situação de risco de contaminação radioativa no Japão indicam prudência nos mercados financeiros. Mantidas as evoluções atuais do Japão no controle dos problemas na usina de Fukushima, bem como caso o ataque a Líbia (exclusão aérea) não atinja o golfo pérsico, o Brasil deve passar tranqüilo por mais esse solavanco com poder desestabilizador. A preocupação por aqui continua sendo a inflação, que corre o risco de se agravar, entre outros fatores, pela pressão dos salários. A Bolsa deverá continuar mais ou menos onde está e o cambio, por enquanto, sujeito apenas a movimentos pontuais. Embora a visita do presidente Obama tenha sido entendida por muitos como adequada, pareceu mais uma “saidinha” para férias que qualquer outra coisa. Talvez de positivo fique o sinal de fumaça que os americanos fazem ao Brasil, indicando satisfação com a nova política externa brasileira por, pelo que parece, ter desistido de achar bonitos os acenos simpáticos do ex-presidente Lula aos conhecidos ditadores e caudilhos de todo o mundo. De resto, fica a preocupação com uma elevação nos preços do petróleo que podem “segurar” a retomada da economia mundial.
Bovespa encerrou o dia sexta-feira em alta de 1,00%.
Dólar fechou em alta, cotado a R$ 1,668.
Euro fechou cotado a R$ 2,3619
Risco Brasil fechou em 184 pontos.