O jornal Kioto News, do Japão, informou que “dois bancos da região de Kinki vão abrir contas em Yuan para ajudar as empresas japonesas que operam na China”. Esta não seria uma notícia de interesse geral, mas ela traz o embrião da opção da moeda chinesa como reserva de valor. Pode ser o início de uma tendência, possível de acontecer nos próximos anos, caso a China faça algumas mudanças em sua postura política. A transferência da força da economia chinesa para a sua moeda como ativo de segurança, pode ser um contraponto, ao longo do tempo, ao dólar, caso a economia americana não reverta sua fragilidade atual. Os Estados Unidos precisam encontrar novos caminhos para manter sua imagem de paradigma de sucesso, força e exemplo de liberdade, que ainda ostenta.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em alta, mas Tókio cai.
Índice Dow Jones fechou ontem em alta de 0,56%.
Barril de petróleo para agosto fechou cotado a US$ 76,47.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,2950
USDJPN - 86,800
GBPUSD - 1,5235
USDBRL - 1,7840
EURBRL - 2,2902
Colocadas as peças no tabuleiro do jogo da paridade cambial do real x dólar, fica a certeza que neste momento falta força ao dólar para derrotar o Real. O Brasil, apesar de graves problemas de infra-estrutura e da necessidade de ajustes políticos urgentes, continua com superávits comerciais (US$ 391milhões em julho) e permanece como uma das principais opções de investimento para o mundo. Apesar da manutenção da atuação diária do Banco Central comprando dólar a vista no mercado, falta consistência estrutural, neste momento, para o dólar ganhar força frente ao real. Não são visíveis hoje movimentos de forte desvalorização do real, a não ser ações especulativas nos mercados futuros.
Índice Bovespa encerrou o dia de ontem em alta de 1,54%.
Dólar encerrou o dia estável, cotado a R$ 1,7846.
Euro fechou estável, cotado a R$ 2,2902.
Risco Brasil fechou em baixa, a 220 pontos.