Os fantasmas dos efeitos devastadores sobre as economias, principalmente na grande depressão, saíram das trevas e voltaram a assustar os americanos. A questão principal não é porque a roda da economia (demanda, investimento, produção, aumento dos salários, consumo) está girando devagar ou parando, mas o fato da roda estar girando para trás. Quando há inflação, é ruim. Quando há deflação longa, é devastador. Bem Bernanke, presidente do FED (Banco Central) americano, declarou ontem que “o sentido de propósito comum diminuiu”, referindo-se ao fato que algumas economias conseguiram sair da crise e assim “perderam” o interesse em buscar uma solução global. “As tensões entre as nações sobre política econômica que surgiram e se intensificaram, tem potencial para ameaçar a nossa capacidade de encontrar soluções globais para problemas globais”, declarou. O assunto é também politicamente complexo e “invade” as questões do individualismo estabelecido como regra de vida. Questões complexas exigem soluções complexas.
Bolsas européias operam em baixa.
Bolsas asiáticas fecham a semana entre pequenas altas e baixas.
Índice Dow Jones fechou ontem em alta de 1,48%.
Barril de petróleo para dezembro fechou cotado a US$ 81,96.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,3632
USDJPN - 83,490
GBPUSD - 1,6038
USDBRL - 1,7140
EURBRL - 2,3340
A inflação poderá ser o principal problema do Brasil, caso não sejam tomadas algumas medidas prudenciais nos próximos anos. A forte demanda interna ainda não pressionou muito os preços em função da valorização do Real, com o conseqüente aumento das importações. A economia brasileira, para manter a expectativa de um consistente crescimento, vai depender da manutenção da robusta atividade da economia chinesa e da recuperação das economias desenvolvidas. O Brasil, também muito em função da favorável questão demográfica, tem a oportunidade de, nos próximos anos, assumir uma posição importante no cenário mundial. O cavalo está selado.....
Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 1,54%.
Dólar fechou ontem em baixa, cotado a R$ 1,714.
Euro fechou cotado a R$ 2,3340.
Risco Brasil fechou em 176 pontos.