Não que haja novidades ou surpresas, mas a manutenção das dificuldades de alguns países, como a Irlanda, volta a incomodar os nervos do sistema financeiro. Parece que a falta de novidades no oceano da reunião de Seul ajudou a aflorar alguns recifes que estavam momentaneamente submersos nos mares da economia mundial. Claro que os “navios” do sistema bancário tentam contornar a situação indo navegar em outros oceanos. A “dúvida” é não saber quais “navios” tiveram o casco avariado ao passar próximo do “problema”. O “problema” é ter “dúvidas” no mercado financeiro.
Bolsas européias operam entre altas e baixas.
Bolsas asiáticas fecham em baixa, mas Tókio sobe.
Índice Dow Jones fechou ontem em baixa de 1,59%.
Barril de petróleo para dezembro fechou cotado a US$ 82,22.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,3479
USDJPN - 83,430
GBPUSD - 1,5865
USDBRL - 1,7380
EURBRL - 2,3387
O superávit na balança comercial brasileira é de US$ 15,94 bilhões de dólares, já consideradas as duas primeiras semanas de novembro deste ano. Com todas as reclamações de problemas com a valorização do Real, e apesar das dificuldades ainda vividas por parcela significativa da economia mundial, as exportações brasileiras subiram 30,7% em 2010. Em fases de crise financeira, a fuga para moedas é uma reação normal e esperada. Entesourar dinheiro dá uma maior sensação de segurança em períodos turbulentos como o atual. A busca por reserva de valor acaba criando este ambiente de pressão sobre as moedas das economias mais consistentes e ativas, como atualmente ocorre com as moedas de alguns países. No meio desta turbulência, o Brasil, apesar da urgente necessidade de reformas fiscais, vai importando, exportando, e mantendo sua economia aquecida e “interessante” para o capital estrangeiro. Isto é bom para o país.
Bovespa encerrou o dia ontem em baixa de 1,67%.
Dólar fechou ontem em alta, cotado a R$ 1,738.
Euro fechou cotado a R$ 2,3387.
Risco Brasil fechou em 179 pontos.