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Fast News 15/03/2011

Cenário Externo:

Com aumento importante dos riscos de um acidente nuclear pelo vazamento de radiação, nem a injeção, por parte do governo, de enorme quantidade de recursos nos bancos (US$ 244 bilhões), conseguiu deter o pânico e a violenta queda de 10,55% da Bolsa de Tókio. Com a baixa de ontem, o mercado caiu mais de 17% em dois dias. Os problemas japoneses poderão contagiar e sacudir os mercados financeiros em todo o mundo. Há risco de ocorrer o efeito manada (quando todos correm para um lado, mas não sabem direito porque), em alguns mercados. Surpreendentemente não parece que houve contágio nos mercados de cambio. O iene fechou razoavelmente estável hoje.

Com pensamento de caráter material, o Japão vai trabalhar agora com os antagônicos “benefícios” econômicos da recuperação do país. Esta triste “oportunidade” vai fazer com que as taxas de crescimento da atividade subam nos próximos anos. Olhando apenas para frente, os japoneses que já vivenciaram esses ciclos econômicos “pós catástrofes”, deverão ver a roda da economia, estagnada há muitos anos, girar novamente. Os japoneses convivem com terremotos diariamente e sabem que “ não adianta chorar sobre o leite derramado”. Agora, é confortar os infortunados que perderam familiares e amigos e “seguir em frente” por mais que isto pareça difícil. O Japão é um país desenvolvido, com recursos suficientes ( com previsões para a recuperação , de custo muito maiores do que o previsto hoje por volta de US$ 180 bilhões), independentemente da ajuda que receberá, para financiar sua própria recuperação. Apesar da “frieza” dos filhos do País do Sol Nascente, quem sabe se esta última catástrofe não vai mudar um pouco a lógica poupadora do povo japonês, que segura o consumo já há longo tempo, para uma nova visão de vida em favor do proveito das “felicidades” que certos produtos, até mesmo os totalmente inúteis, trazem às pessoas.

Bolsas européias abrem com fortes baixas.
Bolsas asiáticas fecham em baixa, Tókio cai 10,55%.
Índice Dow Jones operou ontem em baixa de 0,43%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 101,67.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,3993
USDJPN - 81,740
GBPUSD - 1,6184
USDBRL - 1,6600
EURBRL - 2,3269

Cenário Interno:

O Brasil vem sendo beneficiado (e às vezes prejudicado) pelas crises que vêm abalando todo o mundo. Grande produtor de commodities , vê a tendência dos preços cada vez mais firme sempre que algum fato natural ou não, atinge países e economias. O aumento de vazamento radioativo sobre a região mais afetada pelo terremoto/tsunami aumenta os riscos de contaminação e coloca os países que mais se utilizam deste tipo de produção de energia em alerta. Os mercados brasileiros poderão “sentir” os efeitos da crise que se instala nos mercados financeiros. Por estar bastante distante dos motivos que criam as dificuldades que atingem aquelas economias e, salvo melhor juízo nesse momento mais agudo, nosso país deverá ser beneficiado pelo que ocorre com o Japão e seus maiores parceiros produtores de energia nuclear. Não há como descartar os riscos que o Brasil vai ter com relação aos investimentos externos e pressão sobre os preços das commodities. Com a palavra, a tecnologia.

Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,73%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,6600.
Euro fechou cotado a R$ 2,3269
Risco Brasil fechou em 171pontos.

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