Continua o “cabo de guerra” da paridade cambial do dólar contra o renminbi (moeda chinesa), entre os USA e a China, com o Japão só na espreita. Depois de muitas reuniões para discussão do assunto entre os técnicos dos dois países em junho, a China anunciou que iria flexibilizar sua taxa de câmbio. Desde então, como escreveu Paul Krugman para o The New York Times, “o renminbi valorizou apenas 1% frente ao dólar. Como observa o articulista, “essa situação cria inflação sobre o salário dos chineses e desemprego para os americanos”. Já o Japão solicitou uma “conversa diplomática” com a China para dizer que não é bem vindo o dinheiro deles para compra de títulos japoneses. Estas compras têm ajudado a valorizar o iene e complicado as exportações do país do Sol Nascente, já que eles precisam da demanda externa, pois a interna continua deprimida. Para o bem da verdade e da clareza dos efeitos dos fatos, cada um com seus problemas.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Tókio cai.
Índice Dow Jones fechou ontem em alta de 0,78%.
Barril de petróleo para outubro fechou cotado a US$ 77,16.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1, 2877
USDJPN - 83, 680
GBPUSD - 1, 5425
USDBRL - 1, 7140
EURBRL - 2, 2062
Pois é, como diz a máxima “quem nunca comeu melado quando come se lambuza”. Tivemos períodos enormes de dificuldades com nossa conta financeira com o exterior. Fomos devedores líquidos e insolventes em determinados períodos. Aí, arrumamos a casa econômica. As coisas começaram a andar e o país passou a crescer e “interessar” os investidores. Há uma enorme poupança mundial procurando “um lugar para ir” que seja minimamente seguro e pague uns jurinhos ou jurões. Agora que o Brasil já sabe dever e pagar, precisa aprender a gastar com cuidado para não se lambuzar.
Bovespa encerrou o dia em alta de 1,83%.
Dólar encerrou o dia com leve baixa, cotado a R$ 1,7140.
Euro fechou cotado a R$ 2,2062.
Risco Brasil fechou em 211 pontos.