Guardadas as devidas proporções para o tamanho das desgraças, quais são as conseqüências de um terremoto causado pelo deslocamento de placas tectônicas, com epicentro no Pacífico, perto da costa do Japão e aqueles gerados pelo terremoto no mundo econômico, causado pelo deslocamento da camada de recursos financeiros de bases sólidas para buracos negros e sem fundo, com epicentro nos sub-primes americanos? Primeiramente, no caso japonês, há uma enorme, irreparável e irrecuperável perda de vidas e uma clara e inequívoca demonstração da imensidão das forças da natureza, agravada pela ação da mão do homem que constrói produtores (usinas nucleares) de energia que, caso sofram danos estruturais, podem liberar perigosamente moléculas radioativas causadoras de várias doenças (câncer) e matar pessoas por anos. Apesar do número de mortos ser grande e da competência (engenharia), respeito e seriedade (política) dos japoneses para os já conhecidos problemas causados no passado com grandes tremores de terra na região, o mundo está assistindo à maior catástrofe pós guerra no País do Sol Nascente . Com a mesma tenacidade de sempre, os japoneses farão da desgraça seu instrumento de fé e perseverança na recuperação da destruição causada por mais esse triste episódio da sua história.
No segundo caso, o terremoto americano causou um tsunami que atingiu todos os continentes, com impacto mais importante nos países industrializados. Muitas instituições financeiras afundaram junto com a estabilidade do emprego e das contas públicas, causando destruição e sofrimento em várias partes do mundo. Embora de matrizes diferentes, devemos esperar um grande aprendizado com essas catástrofes para diminuir seus sempre dolorosos efeitos sobre o ser humano.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em alta, mas Bolsa japonesa tem forte queda de 7,8%.
Índice Dow Jones operou sexta em alta de 0,50%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 100,65.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,3877
USDJPN - 81,920
GBPUSD - 1,6053
USDBRL - 1,6640
EURBRL - 2,3083
Três fatos devem ser analisados e entendidos no raciocínio sobre a formação da rentabilidade, dos custos e o porquê dos grandes volumes de ingresso de capital estrangeiro no país.
O primeiro é que ao fazer a arbitragem (entre juros internos e externos), há que se prestar atenção à questão da vulnerabilidade do descoberto entre as paridades quando do retorno do capital ou do impacto do custo de hedge no Brasil (a taxa de seguro é maior que o sinistro), para defender o passivo cambial. O segundo fator formador do preço da arbitragem é a questão da redução do impacto do tributo instituído pelo governo, para inibir o ingresso de capital especulativo, toda vez que há uma elevação na taxa básica de juros. Em terceiro, o fato que a rentabilidade mínima (Selic é hoje de 11,75% ao ano) pode ser bem maior, pois há tomadores que pagam taxas mais altas (20% ou muito mais), tornando a captação de recursos no exterior um alto negócio para aqueles que têm acesso a financiamento externo. Diante do atual quadro de oportunidades de remuneração que o país oferece, e a pressão sobre os preços internos (inflação x dólar barato), fica difícil, apesar de possível, usar instrumentos reguladores para inibir o ingresso de capital estrangeiro na economia. Há uma sensação que nesse momento o Banco Central faz um bom trabalho ao lidar com uma questão delicada, que mal conduzida pode trazer grandes danos para a economia brasileira.
Bovespa encerrou o dia sexta-feira em alta de 0,98%.
Dólar fechou em alta, cotado a R$ 1,6640.
Euro fechou cotado a R$ 2,3083
Risco Brasil fechou em 168 pontos.