O jornal The Japan Times traz uma interessante matéria sobre liderança política e, como resultado, sucesso econômico e social. O argumento do jornalista Tom Plate, que analisa os atuais ótimos resultados de várias economias asiáticas, como reflexo da atuação de bons líderes, certo ou não, contrasta e talvez explique aquilo que está ocorrendo na Europa, que parece ter exatamente a falta de bons comandantes para enfrentar as dificuldades que a atual crise impõe ao bloco europeu. “Grandes líderes fizeram uma Europa forte no século 19. Roosevelt e Kennedys, entre outros, tornaram os Estados Unidos uma potência mundial no século 20. Quais serão os grandes comandantes de uma Ásia dominante no século 21?”, ele pergunta e responde. Com líder ou sem líder, o certo como diz o texto é que o povo da Ásia trabalhou até “quebrar as costas” e hoje todo mundo parece estar “trabalhando ou estudando”. A receita parece simples e a história tende a confirmar a tese.
Bolsas européias abrem animadas e em alta.
Bolsas asiáticas fecham otimistas e em alta.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 2,76%.
Barril de petróleo para julho fechou em alta, cotado a US$ 75,56.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD = - 1,0300% = 1,2111
USDJPN = - 0,0900% = 91,420
GBPUSD = - 1,0900% = 1,4791
USDBRL = - 2,0500% = 1,8080
EURBRL = - 1,0800% = 2,1895
Com a taxa de juros mais alta (10,25%) na terra do futebol, sobe o interesse dos investidores externos por investir no Brasil. Como o instrumento “taxa de juros próxima de zero” tem sido utilizado pelos países desenvolvidos como alavanca para o consumo, o jeito é mandar o rico dinheirinho de fora fazer um “tratamento estético” na economia brasileira. Estas maiores ofertas de poupança externa, junto com os superávits comerciais da nossa balança comercial, empurram o dólar para baixo e o real para cima. Apostar no mercado futuro contra o real pode, portanto, não ser um bom negócio. O Banco Central continua comprando moeda diariamente, aumentando assim o já consistente nível de reservas do país.
Caso os bons ventos das bolsas européias e asiáticas atinjam o continente americano, tanto no Brasil como Estados Unidos, a semana deve encerrar com mercados positivos.
Índice Bovespa encerrou o dia de ontem em alta de 2,55%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,808.
Euro fechou em baixa, cotado a R$ 2,1895.
Risco Brasil ficou em 232 pontos.