Na medida em que aumenta o preço do petróleo, sobe também a percepção que a recuperação terá um novo soluço. Essa foi uma preocupação que alimentou aqueles que adotaram políticas agressivas contra o risco de queda na atividade econômica. A alta liquidez puxa os preços dos ativos mais “importantes” que fazem a roda girar. Combustível é um desses ativos. Assim, a inflação começa a assustar muitas economias e, a alta dos preços, vai satisfazendo a fome do dragão. Economias que ameaçavam sair do hospital estão voltando para a UTI. Há uma nuvem negra principalmente sobre aqueles que dependem dos derivados de petróleo para caminhar na direção da recuperação.
Bolsas européias abrem entre altas e baixas.
Bolsas asiáticas fecham em baixa.
Índice Dow Jones operou sexta-feira em baixa de 0,24%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 112,79.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4440
USDJPN - 84,790
GBPUSD - 1,6351
USDBRL - 1,5720
EURBRL - 2,2700
Bastante lúcida a visão dos caminhos e da lógica que alimenta o comportamento das pessoas, principalmente as jovens, no mundo conectado de hoje, exposta na entrevista dada por Don Tapscott para a revista Veja desta semana. Hoje, há uma intensa troca de conhecimento no ambiente da internet. É assim que acontece quando interagimos pelo mundo virtual, com as idéias e o conhecimento indo e voltando aos mais distintos e distantes interlocutores. O conhecimento vai sendo lapidado ampliando drasticamente a qualidade das idéias, com cada vez menos chance de se conseguir “manipular” a informação. Tem sido assim no mundo Árabe, conforme aborda o escritor/consultor, com relação às “revoluções” que se instalam em ambientes não democráticos. A velocidade do conhecimento mudou o jeito de aprender e pensar. Aquilo que se ouve em sala de aula pode ser “checado” e o contraponto está disponível imediatamente. As verdades absolutas não são mais absolutas. Estão mudando as maneiras de se fazer as coisas. Este mundo, extremamente rápido e ágil, veio para ficar. Aquele que pensa que a figura “cartorial” tem qualquer sobrevida ficará abraçado com o fracasso. Nos três últimos anos, a DidierLevy tem tentado mostrar para as autoridades monetárias brasileiras, exatamente como os caminhos modernos e irreversíveis do mercado “marcado” pelo enorme mundo virtual, avança. Ocorre que aqui ainda não entenderam isso. A velocidade do mundo é outra. Nós, em termos de máquina pública, ainda estamos na época da válvula, demora um tempão para esquentar. O mundo moderno está no período do chip. Parabéns a revista Veja por abordar o assunto com alguém que olha o mundo como ele é sem a pretensão de julgar se está certo ou errado.
Bovespa encerrou o dia sexta em baixa de 0,66%.
Dólar fechou em baixa, cotado a R$ 1,5720.
Euro fechou cotado a R$ 2,2700
Risco Brasil fechou em 162 pontos.