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Fast News 06/04/2011

Cenário Externo:

Há, no painel da geografia econômica, luzes indicativas de alerta. Nos Estados Unidos, a luz está quase verde, graças à enxurrada de dólares jogados na economia mais os juros negativos. Na Europa, a luz é amarela. O bloco ainda passa por ajustes para corrigir os efeitos ruins das dívidas soberanas em vários países, já enxerga inflação e vai precisar mexer nos juros. Na região produtora de petróleo (norte da África e Oriente médio), a luz está quase vermelha, com as questões políticas e conflitos sociais se espalhando e se aproximando da Arábia Saudita. Com isso, o preço do petróleo sobe e já se aproxima de US$ 110,00 dólares o barril. A China acendeu a luz amarela, com a inflação subindo. A taxa de juros aumentou quatro vezes nos últimos meses, e o país já vê sua projeção de crescimento em risco. O Japão, que estava razoavelmente quieto, viu a luz vermelha acender de repente e deve passar por uma recessão antes de experimentar o crescimento econômico que a recuperação do país vai produzir nos próximos anos. Reequilibrar os preços sem produzir desequilíbrios importantes, como frear novamente a atividade econômica mundial, é o desafio dos governantes para alterar a “cor” dos sinais que preocupam neste início de ano.

Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Tókio cai.
Índice Dow Jones operou ontem estável com - 0,05%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 108,34.

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,4241
USDJPN - 84,840
GBPUSD - 1,6281
USDBRL - 1,6070
EURBRL - 2,2837

Cenário Interno:

Apesar de o Brasil ter os conhecidos privilégios dados pela natureza, e ser, no atual momento, uma das poucas boas opções de investimento no mundo, parece difícil que consigamos superar nossas próprias incompetências. Nós temos o custo Brasil e ele é muito mais devastador que terremoto e tsunami. Salta aos olhos a indolência deste povo tropical. Alcançar tudo sem fazer nada é o objetivo de parte significante dos brasileiros. Essa herança cultural da miscigenação de sangues pode, junto com o clima, talvez explicar um pouco esse marasmo, mas a realidade é mais profunda. Conforme o tempo passa, a liberdade daqueles que realmente pagam a conta no país diminui. A carga tributária atinge níveis insuportáveis, jogando mais brasileiros na informalidade. Assistimos diariamente ao escárnio do setor público contra os cidadãos, com um descabido inchaço da ineficiente máquina pública, que ganha cada vez mais “carimbos” com direito a “autorizo ou não autorizo” impedindo aqueles que querem andar para frente de buscar a modernidade ou uma maior eficiência. Continuamos, apesar dos gritos diários da imprensa e dos cidadãos, reféns de buracos negros onde nada se enxerga a não ser que se “tenha amizade com o Rei”. Talvez, se tivéssemos aqui as forças da natureza dando “aula” de civilidade através do sofrimento, pudéssemos ter esperança que um dia isso vai mudar. Por hora, ficamos com as desgraças, que merecemos, por nossa própria passividade.

Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,19%.
Dólar fechou estável, cotado a R$ 1,6070.
Euro fechou cotado a R$ 2,2837
Risco Brasil fechou em 167 pontos.

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