Uma mistura de fatores, com uma boa pitada de especulação, vem mantendo o preço do barril de petróleo em alta. A sazonalidade (fim do período de inverno e aproximação do verão) exerce alguma influência nos preços, pois aumenta a demanda sobre óleo de melhor qualidade produzido no oriente e norte da África, informa a agência CNN News. As eternas crises de identidade do oriente, que continua abraçado com o atraso e a ignorância e utiliza a lógica religiosa e o caminho beligerante para resolver suas questões existenciais, passam por mais um período de agitação, dando espaço para as espertas avaliações dos mercados financeiros que “especulam” sobre catástrofes para “agitar” o ambiente. A política expansionista americana de dilúvio de recursos na economia e taxa negativa de juros, anima os preços das commodities e também ajuda a alimentar a inflação em varias partes do mundo. O terremoto e o tsunami que aconteceu no Japão colocam um pouco mais de pimenta no molho. Não que haja uma “irrealidade” no preço do barril, mas cada mercado age, com seu direito de ofício, para ajustar seus resultados (“lucros”) de acordo com as oportunidades. Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é bobo ou é sem arte.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Tókio cai.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 0,19%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 108,47.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4213
USDJPN - 84,040
GBPUSD - 1,6125
USDBRL - 1,6070
EURBRL - 2,2916
Pode ser cômico o governo brasileiro dando cambalhota para manter a paridade do real nos atuais patamares ou mais desvalorizada, e de outro lado a agência de risco Fitch Rating elevar a nota do país. Parece um mero detalhe essa mudança de avaliação (BBB- para BBB), mas hoje em dia esse fato tem uma razoável influência sobre o movimento de capitais pelo mundo. A autoridade monetária brasileira tentando desestimular a demanda através da redução da oferta de crédito, e o mundo sendo convidado a oferecer mais recursos para o Brasil, pois “por lá” as coisas estão cada vez melhor. Funciona mais ou menos assim; você arruma um monte de latinhas de molho de tomate, umas sobre as outras e quando termina, vem um “engraçadinho” e puxa a lata de baixo. Lá vai o tomate para o chão. O que sobra de “alegria” é que um real mais forte ajuda a combater a inflação.
Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,63%.
Dólar fechou com pequena baixa, cotado a R$ 1,6070.
Euro fechou cotado a R$ 2,2916
Risco Brasil fechou em 169 pontos.