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Fast News 04/04/2011

Cenário Externo:

Para compreender melhor o tamanho da catástrofe que atingiu o Japão, é interessante lembrar que, no Brasil vivem cerca de 196 milhões de pessoas em um território de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, enquanto, no país do Sol Nascente, 130 milhões de cidadãos vivem em apenas 377 mil quilômetros quadrados. Há uma enorme concentração de pessoas vivendo em uma área pequena. Justamente nesse espaço, acontece uma grande ação espontânea da natureza que desencadeia dois efeitos praticamente simultâneos. Um, é o terremoto que “balança” tudo, permitindo que a força de gravidade da terra “puxe” muita coisa para baixo, com ou sem seres vivos dentro, causando grandes perdas humanas e materiais. Dois, a formação de ondas gigantes que invadem a terra arrastando e arrasando tudo à sua frente. Aí, após essa catástrofe, contam-se os mortos e.......se recomeça tudo outra vez. O governo japonês deverá ser obrigado a “distribuir” os custos da recuperação entre todos, provavelmente aumentando impostos e criando fundos para financiar a reconstrução dos estragos materiais. Novas tecnologias devem melhorar a lógica das construções. Provavelmente mudam também as localizações daqueles que viviam em áreas de risco e sobreviveram. O fato é que não adianta chorar sobre leite derramado. E os japoneses sabem disso. Com calma vão “lambendo suas feridas”.

Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta.
Índice Dow Jones operou sexta-feira em alta de 0,46%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 107,94 .

BEXS informa:

Relação de troca entre alguns pares de moedas:

EURUSD - 1,4244
USDJPN - 84,120
GBPUSD - 1,6129
USDBRL - 1,6100
EURBRL - 2,2917

Cenário Interno:

A semana começa com algumas dúvidas e poucas certezas. Até onde vai a fumaça e o fogo do dragão da inflação. Ele estará mortalmente ferido ou apenas “mais irritado” e disposto a assombrar nossos sonhos como no passado? O monstro vem atacando em várias partes do mundo, que começavam em alguns lugares a querer sair do risco de cair no “atoleiro” da deflação. Naturalmente , ninguém gostaria de dar de cara com o “bicho” bem agora, nessa fase de início de recuperação da economia em vários países .. Outra vez na historia, o petróleo “puxa” os preços causando uma reação em cadeia no sistema econômico mundial. Algumas economias (brasileira , entre outras) aprenderam como lidar com essa questão e hoje estão pouco vulneráveis a essas oscilações. Outras, porém, têm memória curta e, passado o choque nos preços, esquecem seus efeitos. Resta torcer para que o governo brasileiro mantenha-se atento e utilize doses adequadas de “água” para não permitir que o fogo da inflação volte a queimar o bolso dos brasileiros, principalmente os dos mais pobres. Nesse contexto uma certeza; a valorização do real ajuda e muito.

Bovespa encerrou o dia sexta em alta de 0,99%.
Dólar fechou sexta-feira em baixa, cotado a R$ 1,6100.
Euro fechou cotado a R$ 2,2917
Risco Brasil fechou em 168 pontos.

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