Com o emprego crescendo nos Estados Unidos desde outubro do ano passado, deve começar a mudar também a direção das medidas expansionistas do FED. As políticas adotadas pelo governo recentemente, com o intuito de “puxar” com força a corda da liquidez para cima, empurraram para frente a atividade da economia americana, que deverá andar com suas próprias pernas a partir do segundo semestre de 2011. Há uma percepção positiva com a capacidade geradora de emprego que, segundo informam alguns analistas ao The New York Times, deverá crescer criando 200.000 novos postos privados de trabalho por mês, até o fim de 2.011. É uma boa notícia para eles, apesar de hoje ser o “dia da mentira”.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta, mas Tókio cai.
Índice Dow Jones operou ontem em baixa de 0,25%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 106,72.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4193
USDJPN - 83,020
GBPUSD - 1,6070
USDBRL - 1,6290
EURBRL - 2,3130
Como temos observado neste espaço há bastante tempo, uma moeda valorizada é como gravidez, um sinal de saúde e não de doença. Quando uma paridade cambial “flutua”, tem a capacidade de alto corrigir os desequilíbrios que possam estar acontecendo em um determinado ambiente econômico. Esse fato, antes de trazer qualquer preocupação, deveria produzir otimismo com o nosso futuro. Não há nenhuma dúvida quanto à importância de se acompanhar o déficit em conta corrente, porém esse não é um problema que preocupe agora. Este ano, até a terceira semana de março como informa o MDIC, o saldo positivo da balança comercial é de US$ 2,36 bilhões de dólares. Foram US$ 42,86 bilhões de exportação contra US$ 40,50 de importações. Parece um desempenho ruim? Há um ano, por exemplo, esse mesmo período apresentava um saldo comercial positivo de US$ 743 milhões. Ter saldo porque os preços internacionais subiram, ou seja lá pelo que for, não justifica propor que se “deteriore” a moeda brasileira de maneira forçada. Em nossa opinião isso é um contra-senso. Uma coisa é administrar eventuais desvios que possam alterar artificialmente a velocidade do movimento de valorização ou desvalorização de uma moeda. Outra é usar políticas para desviar uma paridade de seu caminho natural ditado pelo equilíbrio econômico, político e social de um país. Isso sem falar nos muitos benefícios que uma moeda forte traz, como “ajudar” a segurar a inflação, maior preocupação do momento no Brasil.
Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,87%.
Dólar fechou estável, cotado a R$ 1,6290.
Euro fechou cotado a R$ 2,3130
Risco Brasil fechou em 168 pontos.