Cenário Externo:
O presidente americano Barack Obama, em discurso feito ontem no Parlamento inglês, citou novamente o Brasil (a Índia e China), como exemplo de capacidade de gerar demanda e crescimento econômico. Podemos, no caso do Brasil, fazer duas leituras; uma é que hoje nosso país é lembrado; a outra é que o motivo da lembrança não é corrupção. Já fazia muito tempo que o som de samba não era ouvido dentro do Parlamento, no Westminster Hall. Claro que logo em seguida, o presidente americano fez questão de lembrar que, “algumas vezes, com argumento do crescimento econômico, se diz que esses países representam o futuro e que nossa liderança acabou, mas esse argumento é errado”. Mas, se alguém estava imaginando que o Brasil estava ameaçando a liderança americana, só podiam estar fazendo graça. Enquanto continuar existindo essa cultura populista e caudilhista latino americana, o máximo que a América do Sul vai liderar é a pobreza e a ignorância. Já a China, com seu modelo “enxertado” (colocaram no cavalo comunista um enxerto capitalista), pode sim ameaçar a liderança americana.
Bolsas européias operam entre altas e baixas.
Bolsas asiáticas fecham com altas e baixas.
Índice Dow Jones operou ontem em alta de 0,31%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 101,32.
Bexs informa:
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4075
USDJPN - 82,020
GBPUSD - 1,6280
USDBRL - 1,6270
EURBRL - 2,2936
No mercado de Forex: ainda com tendência de baixa, o euro deve resistir em US$ 1,4050 por dólar hoje. Caso continue pressionado e atinja US$ 1,3968, poderá entrar em uma trajetória descendente.
Fatores negativos: agravamento da situação grega.
Fatores positivos: a Europa continua muito interessada em defender o euro e a saúde da Alemanha é decisiva.
Cenário interno:
Dados divulgados pelo Banco Central informam que a dívida externa brasileira atingiu US$ 282,461 bilhões de dólares em abril, ou seja, algo em torno de 8,5% do PIB. Com um perfil adequado em termos de prazos de vencimento, nossa dívida externa caminha sem soluços visíveis. Para não perder o bonde da oportunidade, é preciso segurar a inflação e tentar esfriar a memória da indexação que parece já estar ativa novamente. As medidas tomadas pelo governo, embora em doses um pouco contidas politicamente, mostrarão se foram ou não suficientes só em 2.012. Como diria Miguel de Cervantes, “Ah, memória, inimiga mortal do meu repouso!”.
Bovespa encerrou o dia ontem estável, com + 0,08%.
Dólar fechou ontem em alta, cotado a R$ 1,6270.
Euro fechou cotado a R$ 2,2936.
Risco Brasil fechou em 165 pontos.