Racional foi Victor Hugo quando definiu o porvir: “...o futuro tem muitos nomes. Para os incapazes é inalcançável, para os medrosos é desconhecido, para os valentes é oportunidade..." O Brasil cabe direitinho em um dos conceitos, ou não?
Cenário Externo: será mais um ano difícil, social e economicamente, para algumas regiões do mundo e principalmente para a Europa, uma oportunidade para avanços políticos.
PERSPECTIVA
Econômica: preocupa a baixa expectativa de crescimento econômico na Europa nos próximos anos. Parece haver uma melhoria no ambiente econômico americano. Continua ainda boa a perspectiva para a atividade das economias dos países em desenvolvimento.
Política: Aumenta o risco de desmontagem da eficiência do instrumento monetário (euro) criado para tentar buscar um pouco mais de harmonia no continente Europeu e reduzir o espírito beligerante da região, sensível também às dificuldades econômicas de sempre.
Aumenta e torna-se cada vez mais presente a necessidade da China de administrar as questões geradas pelo modelo político centralizado e fechado junto com um modelo econômico capitalista e aberto.
Social: Quando os ganhos sociais (benefícios) conquistados através de políticas públicas não sustentáveis (endividamento superior a capacidade de pagamento) recuam, o “sistema nervoso” das reações humanas, plugados via a alta velocidade das comunicações interativas (Web), aumenta os riscos de extremismos e radicalismos.
Cenário interno: mais um ano em que o país perdeu oportunidades. No campo político não mostrou nenhum nome que possa sugerir o aparecimento de um novo Estadista com capacidade de enxergar o país à frente e adotar políticas compatíveis com os desafios do século XXI.
PROSPECTIVA
Econômica:
Corrente de Comércio: a participação brasileira na corrente de comércio mundial, normalmente pífia (1%), melhorou um pouquinho esse ano, quando efetuamos US$ 480 bilhões (1,42%) em negócios (importações e exportações) com o exterior.
Balança comercial: superávit de quase US$ 30 bilhões (exp = US$ 256 bi e imp = 226 bi.
Inflação: 6,55% (acima do teto da meta)
PIB: Em 2.011 deve fechar o ano próximo de um crescimento de 3% ou US$ 2,52 trilhões.
Juros: 11% AA.
Expansão do crédito: 48,4% (do PIB) em 2011
Déficit em conta corrente US$ 53 bi.
Dólar 2011. R$ 1,80.
Reservas: US$ 352 bi. Constituídas com um custo para o país equivalente à diferença entre a taxa de juros interna para captação de reais (selic de 11% a.a) e a externa da aplicação dos dólares (algo como 2% a.a).
IDH – 84º lugar no mundo.
Ambiente de negócio (burocracia) : o Brasil ficou no “honroso” penúltimo lugar.
Política: pequena melhoria da Presidente DiLLma na busca por “descolar” da figura da qual é clone confesso.
Setor público: aumento do inchaço e da ineficiente máquina estatal; queda na qualidade das instituições públicas; deterioração dos três poderes;
Setor privado: Pagou e vai continuar pagando, em todos os sentidos, a conta pela ousadia de produzir e gerar emprego, renda e investimento direto (e via escorchante tributação, principalmente em relação ao retorno de benefícios para a população).
Segurança: aumento da insegurança que faz do Brasil o paraíso dos carros blindados e das empresas de segurança.
Social: em linhas gerais e de acordo com o nível cultural do país, a população está satisfeita com pão e circo.
PERSPECTIVA
Econômica: não será um ano fácil, mas acredito que avançaremos.
Basicamente em função da crise que afeta a demanda mundial, o Brasil pode manter uma perspectiva razoável de crescimento econômico em função do seu mercado interno e ,
da ainda necessária , demanda mundial por commodities (minerais e agropecuárias), onde o país se destaca.
Apesar da insanidade do custo Brasil (burocracia), que aumenta o nosso atraso e reduz as possibilidade e oportunidades de progresso, temos um setor produtivo privado (agropecuário, industrial e de serviços) esforçado e combativo. Caso o país pretenda ser protagonista no ambiente mundial, deverá buscar urgentemente a melhoria educacional em setores de ponta, indispensável àqueles que pretendem assumir uma posição de destaque no cenário econômico mundial e evolução social do século 21.
Inflação: 5,55% .
PIB: US$ 2,6082 trilhões.
Juros: 10%.
Expansão do crédito: 51% (do PIB) em 2012.
Dólar. R$ 1,75.
Política: sem horizonte.
Onde foi parar a Deontologia, a filosofia e a ciência aplicada a moral, da ética e do respeito à coisa pública, paradigma dos códigos de comportamento humano. No ambiente brasileiro, onde o nível cultural e a capacidade de compreensão estão nos limites do analfabetismo, o discurso pobre e mal intencionado caminha sem sustos. Assim deve continuar a relação entre espertos (políticos, entre outros) e ignorantes (povo, entre outros) em 2012.
Embora as opções à democracia sejam nefastas, é urgente passar a limpo as instituições políticas brasileiras se quisermos avançar nesse modelo aqui consolidado. Há uma enorme distância entre o discurso e o fato consumado. Os três poderes estão debaixo do tapete da corrupção. As frutas podres prevalecem sempre.
Social: há avanços importantes e conquistas a serem consolidadas no campo social brasileiro. Sem entrar no mérito dos meios, alguns fins avançam. É possível esperar, embora muito lentamente, continuar indo à frente com políticas de inclusão social possíveis por terem sido também preparadas e herdadas do passado, por serem benditas.
Há um único caminho para avançarmos socialmente; investir fortemente em educação de qualidade.
A quem possa interessar: este blog, como todo blog, é escrito, conferido, assinado e de responsabilidade exclusiva de Luiz Henrique Didier.