O primeiro é que a boa saúde da economia brasileira, de certa forma artificializada politicamente, pois os investimentos “simpáticos” inseriram positivamente um grande número de pessoas no consumo e os “antipáticos” (pois não geram votos da massa), em infra estrutura, necessários para dar suporte ao crescimento, não foram feitos, começa a mostrar suas óbvias fragilidades. Como sabemos, um dos termômetros que mede a “temperatura” da economia é a taxa de câmbio. Quando vai bem à “temperatura” da taxa da moeda cai (valoriza); quando vai mal, ela sobe (desvaloriza). Ninguém precisa “dizer” quando isso acontece, basta olhar os sinais “vitais” e verificar que os médicos (mercados) começam a olhar meio de lado, preocupados com a saúde do doente (país). O alerta é que se o governo brasileiro continuar enxergando a inflação com olhos de “daqui a pouco passa”, a taxa do real vai começar a se desvalorizar e aí voltaremos aos problemas do passado, com todo sofrimento que isso trás. Só a miopia da política expansionista e os desequilíbrios fiscais explicam a visão embaçada do governo sobre os riscos da “auto-indexação” que ainda orienta aqueles (espertos ou realistas) que a entendem e repassam seus efeitos (os aumentos de custos) aos preços. Nesse momento está acesa a luz amarela sobre a paridade do real.
O segundo é que esse blogueiro estará fora por alguns dias, retornando no dia 23 de maio.