Cenário Externo:
A China que havia projetado um crescimento de 8% para esse começo de ano, na verdade obteve um resultado de 9,7% no primeiro trimestre. Com uma inflação já preocupante na casa dos 5,3% e com a “novidade” de um déficit comercial (o primeiro nos últimos 7 anos) de US$ 1,2 bilhões neste período, poderia ter a luz da sua perspectiva alterada para amarelo. Ocorre que no mês de abril ela teve um superávit na balança comercial de US$ 11,4 bilhões de dólares, mesmo com uma valorização do renminbi de 2,3% nos últimos seis meses. A China cresce e sua infra-estrutura cresce na mesma proporção. Hoje nada menos de 25% da produção de manufaturados de todo mundo é chinês. De seu PIB, 40% vêm do setor privado, 30% do estatal e 30% das multinacionais. Metade de sua população (um bilhão e quatrocentos milhões de habitantes) corresponde a economia urbana e metade a rural. Seu modelo econômico é capitalista e o político “neo comunista, ou coisa assim”, ou seja, totalmente centralizado e muito distante de qualquer conotação democrática. Gostando ou não, o fato é que o mundo inteiro olha para lá e os americanos já percebem o risco de deixar de ser a maior economia do mundo dentro de alguns anos. Como pensava John Ruskin, “não há quase nada no mundo que outra pessoa não possa fazer um pouco pior e vender um pouco mais barato”. Impossível pensar sobre bom e ruim naquilo que for contemporâneo sem passar pela China e seus modelos, seja no campo econômico, político ou social.
Bolsas européias operam em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em baixa.
Índice Dow Jones operou sexta em baixa de 0,74%.
O barril de petróleo em NY fechou cotado a US$ 99,49.
Bexs informa:
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,4216
USDJPN - 81,610
GBPUSD - 1,6530
USDBRL - 1,6245
EURBRL - 2,2890
No mercado de Forex: o euro sinaliza para a possibilidade de bater em US$ 1,4089, mas atingindo essas taxas deve reagir e voltar para o patamar US$ 1,4251/89. O patamar de resistência de baixa continua em US$ 1,4070 e de alta em US$ 1,4420.
Fatores negativos: preço do barril de petróleo, contágio do problema Kann na base da política francesa, raiting da Grécia e Itália e seqüela dos acidentes no Japão.
Fatores positivos: crescimento dos países emergentes, as expectativas da economia americana, preço do petróleo.
Cenário interno:
Quando lemos as notícias na imprensa brasileira sobre a atual situação da nossa infra-estrutura frente à inserção de milhões de brasileiros na economia, e sobre os aumentos de preços dos bens e serviços, temos a sensação que algo está errado no reino do “nunca antes nesse país”. Os números que indicam os investimentos necessários para “atualizarmos” nossas estruturas são completamente díspares. As correções dos preços que enfrentamos na economia, (por exemplo, aumento de 6,5% nos custos para alimentação fora) informados, não têm nada a ver com a realidade, que mostra ser muito maior. Basta sair para viajar que já se percebe que tudo está de cabeça para baixo, os custos lá fora são muito mais baixos que os praticados aqui. Hoje, a conta é tão simples quanto: em janeiro um taxi da zona sul para Guarulhos custava R$ 100,00 (cem reais), agora custa R$ 140,00 (cento e quarenta). Vai conta e volta conta e as noticias dizem que o preço dos taxis subiu oficialmente 16%. Um restaurante onde duas pessoas comiam muito bem por R$ 100,00 recentemente, hoje custa mais de R$ 220,00. Vai conta e volta conta e isso dá 9%. Vai conta e volta conta e nos sentimos vivendo cada vez mais no mundo do Visconde de Sabugosa, somos uma espiga de milho.
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Bovespa encerrou o dia sexta em alta de 0,37%.
Dólar fechou sexta-feira em baixa, cotado a R$ 1,6130.
Euro fechou cotado a R$ 2,2890
Risco Brasil fechou em 160 pontos.