Quando um ladrão (crise) arromba a porta, todos correm para definir os culpados e colocar tranca na porta. Desta vez não foi diferente. A velha turma oportunista ou bolchevista, que deveriam ser sinônimos, já sai levantando a rasgada e manchada de sangue bandeira das soluções fáceis e centralizadas. Embora embaixo dos escombros do muro que ruiu em suas cabeças, ainda encontram eco (pouco) para seus devaneios. Agora é o capitalismo o culpado pela derrocada do momento no mundo financeiro. O modelo de distribuição de crédito para aquisição da casa própria, para quem não tinha a menor possibilidade de cumprir os compromissos assumidos com as hipotecas, utilizado pelos americanos, foi uma tragédia anunciada. Consumir em vez de poupar foi o caminho discutível escolhido para “ser feliz na América”. Nada muda com relação ao fato que ainda não surgiu nenhum modelo mais virtuoso que o capitalismo como o melhor meio de ativar a renda, o emprego, a produção e o investimento, que trazem o bem estar a muitos povos. Tanto mais quando coberto com o manto da liberdade.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta.
Índice Dow Jones fechou sexta-feira em alta de 1,86%.
Barril de petróleo para novembro fechou cotado a US$ 76,50.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1, 3495
USDJPN - 84, 310
GBPUSD - 1, 5833
USDBRL - 1, 7090
EURBRL - 2, 3154
Na terrinha da “lei do Gerson”, a semana pós petrosal e pré-eleições começa nesta segunda feira, com nuvens no céu. Os mercados financeiros, até por dever de ofício, não olham a importância do momento político. Prestam atenção para as ótimas oportunidades de se ganhar dinheiro, como se não houvesse amanhã. O que parece claro é que estas questões éticas (falta de) são crônicas. Desde a época do império aqui já era fato epidêmico. Ética, aqui, é sinônimo de bobo, tonto. Ser ético não é “esperto” no Brasil do “levar vantagem em tudo”. Sendo assim, parece que pouco importa se há ou não uma tentativa de empurrar populismo “discurso para ignorantes” goela abaixo, com claras pretensões de quebrar a espinha democrática do país. O negócio é aproveitar o momento para ganhar mais. Um empreguinho público aqui, uma licitação fraudulenta ali, ou coisas assim. Já vimos esse “filme do atraso” e sabemos como acaba. Enquanto isto, festa no mercado financeiro.
Bovespa encerrou o dia sexta em baixa de 0,87%.
Dólar encerrou a semana em baixa, cotado a R$ 1,709.
Euro fechou cotado a R$ 2,3154.
Risco Brasil fechou em 203 pontos.
Uma “visão” do cenário econômico do Brasil foi feito pela Reuters através de uma entrevista com a praticamente eleita candidata Dilma Rousseff , “ex-líder guerrilheira de 62 anos”. Segundo a agência de notícias, suas declarações deixam claro que ela não fará mudanças importantes na política econômica do país. Ela aposta na criação de milhões de empregos e promete melhorar a “lamentável infra-estrutura” brasileira. Prossegue, “vai aproveitar a riqueza do petróleo recém descoberto, a previdência social e a visão de mercado na área econômica, que fizeram seu patrão tão popular tanto em casa como em Wall Street”. Encerra anotando, “ela tem repetidamente se cercado por funcionários amigos do mercado”. Será?
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Tókio cai.
Índice Dow Jones fechou ontem em baixa de 0,72%.
Barril de petróleo para novembro fechou cotado a US$ 74,84.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1, 3321
USDJPN - 84, 370
GBPUSD - 1, 5679
USDBRL - 1, 7180
EURBRL - 2, 2943
Os aumentos dos gastos públicos (a dívida pública total é de R$ 1,6 trilhões), somados a taxas de juros altas ancoram o real valorizado. Continuamos entendendo que as medidas de intervenção no mercado a vista mais (ou o mesmo?) utilização de Fundo Soberano (???), não são suficientes para a taxa de cambio mudar sua direção. A questão é muito mais complexa. Da forma como está desenhada nossa economia (gastos públicos crescentes + juros altos), o sistema de equilíbrio da paridade, via flutuação da taxa de cambio, não deve funcionar. Altera alguma coisa aqui, outra ali, mas é só. O equilíbrio da paridade do cambio em um ambiente de livre flutuação se daria automaticamente, pelo ajuste do valor da moeda, caso fossem corrigidas essas distorções. Assim, a questão da valorização do real deve perdurar por um bom tempo, pois não parece provável uma mudança agora na política econômica interna brasileira. Do lado externo, também não há nada que possa sugerir alterações; nem nas políticas de juros próxima de zero nos Estados Unidos e outros países desenvolvidos, nem por uma queda nos estímulos financeiros, ainda sendo utilizados, como caminho para o investimento e o emprego.
Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,69%.
Dólar encerrou o dia com pequena baixa, cotado a R$ 1,718.
Euro fechou cotado a R$ 2,2943.
Risco Brasil fechou em 213 pontos.
A China, através do seu primeiro ministro Wen Jiabao, apresentou hoje o “aperitivo” do almoço de sexta-feira em Nova York entre o presidente Barack Obama e os líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). O premier chinês disse:”não há motivos para uma drástica valorização do renminbi (Yuan)”. Junto com esse aperitivo, uma azeitona; “se o renminbi for valorizado não saberemos quantas empresas chinesas quebrarão”. Os americanos, que já tinham preparado o prato principal, que era justamente apoiar as reivindicações chinesas para o Mar da China Meridional em troca da valorização do Yuan, ficaram preocupados. Parece que a China vai jogar água no chope americano outra vez.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Tókio cai.
Índice Dow Jones fechou ontem em baixa de 0,20%.
Barril de petróleo para outubro fechou cotado a US$ 74,84.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1, 3397
USDJPN - 84, 570
GBPUSD - 1, 5669
USDBRL - 1, 7190
EURBRL - 2, 3023
E continua a festa do Petrosal brasileiro. Todos estão correndo atrás dos resultados “nunca vistos antes nesse país”, que o petróleo “salgado” vai trazer. O evento é enorme, há convidados de todos os tipos e lugares. Parece que vai sobrar alegria para todos. Como o porre deverá ser grande, a questão é se vai haver “engove” para todo mundo no dia seguinte . Em dúvida, uma opção é o real, que pode não ser melhor que o óleo, mas pelo menos não escorrega tanto.
Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 0,89%.
Dólar encerrou o dia com pequena alta, cotado a R$ 1,719.
Euro fechou cotado a R$ 2,3023.
Risco Brasil fechou em 210 pontos.
O FED (Banco Central Americano) manteve a taxa de juros próxima de zero. Como anteriormente, deixou claro que os juros deverão continuar no atual patamar por um longo tempo. Não parece provável que juros nesse nível sejam suficientes para ativar uma economia assustada como a americana. Fica, entretanto, bastante evidente que de um lado os USA vão tentar manter o dólar baixo para alavancar as exportações e o emprego, e do outro que vão continuar pressionando a China a valorizar o Yuan. Atualmente a desvalorizada moeda chinesa é o inimigo número um do comércio mundial, mas não para os herdeiros de Máo Tse Tung.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Tókio cai.
Índice Dow Jones fechou ontem estável com + 0,07%.
Barril de petróleo para outubro fechou cotado a US$ 73,52.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1, 3243
USDJPN - 85, 120
GBPUSD - 1, 5622
USDBRL - 1, 7160
EURBRL - 2, 2686
Com ou sem a ameaça de Fundo Soberano ou outros fogos de artifício cambial, o dólar perdeu um pouco mais de força no dia de ontem. Talvez pressionado pontualmente por um ingresso mais forte de capital, que já soma no mês de setembro (até dia 17) mais de US$ 11 bilhões. Há aqueles que apostam numa desvalorização do real pós ingresso de recursos em Bolsa. Há também os que acreditam que o bom momento do Brasil deve continuar alimentando investimentos de poupança externa e assim ajudando a manter o real valorizado. Há conferir.
Bovespa encerrou o dia ontem em baixa de 0,69%.
Dólar encerrou o dia em baixa, cotado a R$ 1,716.
Euro fechou cotado a R$ 2,2686.
Risco Brasil fechou em 210 pontos.
O Japão bateu o pé uma vez, há alguns dias atrás, comprando iene e avisando aqueles que estavam especulando com sua moeda que a brincadeira havia acabado. De lá para cá o iene voltou a se desvalorizar. No Brasil o governo já bateu o pé, levantou muito pó por causa da seca, mas a única coisa que abaixa é a poeira, pois o Real continua se valorizando. O que será que o Sol Nascente tem, que as Palmeiras e os Sabiás que aqui gorjeiam, não tem?
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Tókio cai.
Índice Dow Jones fechou ontem em alta de 1,37%.
Barril de petróleo para outubro fechou cotado a US$ 74,34.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1, 3068
USDJPN - 85, 730
GBPUSD - 1, 5562
USDBRL - 1, 7260
EURBRL - 2, 2628
Parece que o governo brasileiro resolveu mudar o regime de taxa flutuante do câmbio, uma das âncoras da estabilidade econômica brasileira. Agora, temos o regime TFPNM “Taxas Flutuantes Pero No Mucho II”. A TFPNM I é o regime de compra diária de dólares a vista, adotado há já algum tempo, com resultados pífios no que respeita a velocidade da valorização da nossa moeda, já que o custo é enorme para o país. A TFPNM II será a entrada do fundo soberano, sorrateiramente como é o estilo desse governo, com um poder de fogo de US$ 10 bilhões, recarregável com a possibilidade de fazer novas emissões. A autoridade informa que não haverá impacto fiscal. Então tá!
Bovespa encerrou o dia ontem em alta de 1,64%.
Dólar encerrou o dia em alta, cotado a R$ 1,726.
Euro fechou cotado a R$ 2,2628.
Risco Brasil fechou em 199 pontos.
A questão da demanda mundial como solução para as fundamentais necessidades de emprego das economias desenvolvidas atingem a relação da paridade entre as moedas. Com as economias dos BRIC em expansão, e principalmente a economia americana muito lenta, cria-se um ambiente de disputa, por parte dos países desenvolvidos por um pedaço do poder de compra externo como caminho para sair de suas respectivas dificuldades. O articulista Ingles Jim O’neill, pai do termo Bric, entende que será possível que as economias em desenvolvimento consigam, em poucos anos, suprir a queda do forte interesse de compra do americano. Os BRIC têm, segundo ele, uma capacidade de consumo, em dólares, de US$ 4 trilhões, sendo que quase metade desse valor é da China. Pouco, frente a demanda americana de US$ 10 trilhões? Com o crescimento da atividade desses países em desenvolvimento, mais a volta gradativa dos consumidores americanos, certamente em poucos anos a roda voltará a girar com mais força.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Tókio não operou.
Índice Dow Jones fechou sexta-feira em alta de 0,12%.
Barril de petróleo para outubro fechou cotado a US$ 73,52.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1, 3041
USDJPN - 85, 810
GBPUSD - 1, 5625
USDBRL - 1, 7170
EURBRL - 2, 2459
As moedas dos países entraram em “luta corporal” para, ao se desvalorizarem, levarem para cima suas respectivas exportações e empregos. Logo, os ambientes onde as demandas estão aquecidas são os principais alvos dessa disputa. O Brasil oferece muita oportunidade para o capital e os produtos oferecidos pelos países desenvolvidos. Esta “saúde” da nossa economia (taxa de juros alta mais demanda aquecida) reflete-se em pressão sobre o Real. Assim, nós também entramos no cabo de guerra do “puxa pra lá e pra cá” das taxas de câmbio. Vamos esperar que a corda não arrebente do nosso lado.
Bovespa encerrou sexta-feira, a em baixa de 0,85%.
Dólar encerrou o dia sexta estável, cotado a R$ 1,717.
Euro fechou cotado a R$ 2,2459.
Risco Brasil fechou em 193 pontos.
O abalo sísmico “subprime”, cujo epicentro foi nos Estados Unidos, está mudando a geografia da economia mundial. O terremoto afundou o valor do poder de compra do dólar, levando o euro junto. O derretimento da “calota polar do emprego” preocupa tanto os americanos como os europeus. As “placas rochosas do consumo” deslocaram-se para a Ásia e parte da America do Sul. A força da “energia do investimento” ajuda a melhorar o crescimento de antigos grotões de pobreza. Assim que acalmar essa energia liberada pela força do movimento sísmico econômico, teremos um mundo diferente, mas sempre vulnerável a esses abalos, por melhor que seja a eficiência dos novos sismógrafos criados para detectar novos abalos.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta, mas Xangai cai.
Índice Dow Jones fechou ontem em alta de 0,21%.
Barril de petróleo para outubro fechou cotado a US$ 74,44.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1, 30813
USDJPN - 85, 860
GBPUSD - 1, 5631
USDBRL - 1, 7140
EURBRL - 2, 2421
Não parecia provável, mas surge no horizonte do mercado financeiro o fato de uma crise política. Como todo mundo sabe, as crises políticas são grandes desencadeadoras de crises econômicas. Resta agora saber se e qual será o efeito da questão “Guerra e a corrupção na casa civil”, e como isso pode atingir os mercados. O governo vai passar uma borracha em tudo porque certamente ninguém sabia de nada. A oposição vai esfregar no rosto dos dispostos a ouvir que esse governo é imoral. O ambiente financeiro é muito mais preparado culturalmente que as camadas sociais periféricas em todo o país. Enquanto a grande maioria da população não entende nem alcança, sequer levemente, a importância de fatos como a degradação institucional, política e moral, que epidemicamente nos atinge, aqueles que estudaram mais, conseguem compreender sua gravidade, na medida do seu preparo. O assunto foi notícia em muitos meios de comunicação mundo afora. Até onde essa crise pode chegar e quais efeitos poderiam ser percebidos a ponto de enfraquecer nossa moeda e atingir os mercados financeiros, os próximos dias dirão.
Bovespa encerrou o dia em baixa de 0,651%.
Dólar encerrou o dia em baixa, cotado a R$ 1,714.
Euro fechou cotado a R$ 2,2421.
Risco Brasil fechou em 192 pontos.
Ontem o Japão resolveu intervir no seu mercado de câmbio, quando sua moeda atingiu Y$ 82,87 ienes, maior valor nos últimos quinze anos. Pouco tempo depois a cotação já era de Y$ 84,36 ienes e a Bolsa, que caia, subiu. Para o congresso americano “a China não era o único país com política predatória de câmbio”, e a atitude dos japoneses causou preocupação. Este tipo de intervenção “manipula” a relação de comércio entre os países. De outro lado, a Colômbia, a Tailandia e o Brasil já vinham administrando suas taxas de forma a alterar o ritmo de flutuação natural, dentro da política adotada, das suas respectivas moedas. De um lado os americanos “estranharam” a falta de “uma conversa” do Japão, dentro do bloco (G7), antes de decidir tomar a direção da desvalorização forçada do iene. Já a China, problema maior na questão moeda (Yuan) desvalorizada, continua a fazer de conta que o assunto não é com ela.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em baixa.
Índice Dow Jones fechou ontem em alta de 0,44%.
Barril de petróleo para outubro fechou cotado a US$ 75,64.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1, 3013
USDJPN - 85, 620
GBPUSD - 1, 5621
USDBRL - 1, 7250
EURBRL - 2, 2423
A queda de braço sobre os efeitos da taxa de cambio desvalorizada como instrumento para ativar a economia e o emprego em países com baixo consumo externo deve continuar. O Brasil, não está alheio a esta questão, embora tenha características de consumo bem diferentes daquelas experimentadas principalmente por países que não conseguem estimular seu consumo interno. Não parece competente depender de artificializar instrumentos (taxa de câmbio) de política monetária, para acelerar a atividade via demanda externa. De outro lado, a toda ação cabe uma reação inversa e proporcional, que pode desencadear ações intervencionistas dos parceiros comerciais, embasando a “realidade” do valor das suas respectivas moedas.
Bovespa encerrou o dia em alta de 0,61%.
Dólar encerrou o dia em alta, cotado a R$ 1,725.
Euro fechou cotado a R$ 2,2423.
Risco Brasil fechou em 204 pontos.
O The Latin America Chine Investor Forum, que está acontecendo em Pequim, convida os investidores chineses a conhecer as oportunidades de negócios que este outro lado do mundo tem. Não há dúvida quanto ao fato que, basicamente pela oferta de commodities, a região complementa bem as necessidades chinesas. Também é certo que a “máquina” que puxa este trem chama-se Brasil. Fica a questão, muito mais complexa, da lógica “Chavesbolivariana” que dá suporte a inconsistência regulatória latino americana. Logo, investimentos de capital em uma região onde a certeza que os contratos serão respeitados não existe, vai depender do apetite ao risco de se investir em ambientes populistas.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Xangai cai.
Índice Dow Jones fechou ontem em baixa de 0,17%.
Barril de petróleo para outubro fechou cotado a US$ 76,77.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1, 3028
USDJPN - 83, 110
GBPUSD - 1, 5576
USDBRL - 1, 7060
EURBRL - 2, 2218
Não parece haver, no horizonte do mercado financeiro, nenhuma novidade que possa alterar o rumo dos últimos dias. A Bolsa, caso não aconteça nenhum grande susto regulatório, deve seguir seu caminho positivo. No mercado de câmbio, o dólar sem forças atingido por um processo de anemia após o surto da gripe “sub prime”, deve continuar com carinha de doente, com um termômetro colocado na boca para medir a temperatura da recuperação da economia americana. Enquanto isso, o Dr Banco Central do Brasil vai “medicando” diariamente a moeda americana, para tentar impedir seu enfraquecimento.
Bovespa encerrou o dia em baixa de 0,50%.
Dólar encerrou o dia com leve baixa, cotado a R$ 1,7060.
Euro fechou cotado a R$ 2,2218.
Risco Brasil fechou em 214 pontos.
Continua o “cabo de guerra” da paridade cambial do dólar contra o renminbi (moeda chinesa), entre os USA e a China, com o Japão só na espreita. Depois de muitas reuniões para discussão do assunto entre os técnicos dos dois países em junho, a China anunciou que iria flexibilizar sua taxa de câmbio. Desde então, como escreveu Paul Krugman para o The New York Times, “o renminbi valorizou apenas 1% frente ao dólar. Como observa o articulista, “essa situação cria inflação sobre o salário dos chineses e desemprego para os americanos”. Já o Japão solicitou uma “conversa diplomática” com a China para dizer que não é bem vindo o dinheiro deles para compra de títulos japoneses. Estas compras têm ajudado a valorizar o iene e complicado as exportações do país do Sol Nascente, já que eles precisam da demanda externa, pois a interna continua deprimida. Para o bem da verdade e da clareza dos efeitos dos fatos, cada um com seus problemas.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta, Tókio cai.
Índice Dow Jones fechou ontem em alta de 0,78%.
Barril de petróleo para outubro fechou cotado a US$ 77,16.
Relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1, 2877
USDJPN - 83, 680
GBPUSD - 1, 5425
USDBRL - 1, 7140
EURBRL - 2, 2062
Pois é, como diz a máxima “quem nunca comeu melado quando come se lambuza”. Tivemos períodos enormes de dificuldades com nossa conta financeira com o exterior. Fomos devedores líquidos e insolventes em determinados períodos. Aí, arrumamos a casa econômica. As coisas começaram a andar e o país passou a crescer e “interessar” os investidores. Há uma enorme poupança mundial procurando “um lugar para ir” que seja minimamente seguro e pague uns jurinhos ou jurões. Agora que o Brasil já sabe dever e pagar, precisa aprender a gastar com cuidado para não se lambuzar.
Bovespa encerrou o dia em alta de 1,83%.
Dólar encerrou o dia com leve baixa, cotado a R$ 1,7140.
Euro fechou cotado a R$ 2,2062.
Risco Brasil fechou em 211 pontos.