Investidores demonstraram-se pouco entusiasmados com a moeda única (Euro) ontem (29/07). Apesar da volatilidade implícita do par de moedas (EUR/USD) ter caído no curto prazo, foi registrada também uma queda significativa no volume operado. Não admira, portanto, que os investidores estariam mais interessados em más notícias para o Euro.
Interessante foi a venda de Euros pelo Banco Nacional Suíço, isso provavelmente explica a indecisão de investidores e conseqüentemente o baixo volume que foi registrado. Muito provável que a ação foi meramente uma realocação de moedas após a intervenção do banco no início deste ano, o interessante agora é analisar qual será a reação do mercado com a moeda única.
Bolsas Asiáticas fecharam em baixa (média 0.68%)
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD = 1.3016
USDJPN = 86.43
GBPUSD = 1.5591
USDBRL = 1.760
EURBRL = 2.30
09h00min AM horário de Brasília
A diferença dos rendimentos entre contratos futuros de juros (DI), com vencimentos em Dez/12 e Dez/14, foi de 47 pontos de base ou 0,47 ponto percentual nos últimos 3 meses. Os operadores já estão apostando que o presidente do Banco Central Henrique Meirelles encerrará os aumentos na taxa de juros (Selic), que até então foram realizados para manter a inflação sob controle.
De acordo com o que se tem notado no mercado de juros, investidores apostam que o Banco Central vai levantar a chamada taxa Selic não mais do que um total de 25 pontos base nas próximas três reuniões. Será?
Bovespa encerrou na quinta-feira em alta de 0,22%
Os últimos dados trimestrais do BCE (Banco Central Europeu) anunciados ontem (28/07) revelaram uma maior dificuldade dos Bancos Europeus em financiar capital no mercado interbancário (atacado). Nesse mesmo período a crise da dívida soberana agravou a capacidade dos bancos em levantar capital. As dificuldades para alcançar esses financiamentos no atacado a juros baixos devem permanecer no trimestre atual.
O Banco Central continuará a ser um fator crucial para apoiar o sistema bancário europeu pelo menos ate o final do ano de 2010. O euro provavelmente continuará a ser conduzido em grande parte pelo sentimento de risco global.
Bolsas Asiáticas fecharam em leve baixa (média 0.13%)
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD = 1.3072
USDJPN = 86.95
GBPUSD = 1.5614
USDBRL = 1.7700
EURBRL = 2.2970
09h00min AM horário de Brasília
A conta corrente do balanço de pagamentos brasileiro registrou no acumulado dos seis primeiros meses do ano de 2010 um déficit de US$ 23.762 bilhões, uma alta de 234% em relação ao mesmo período de 2009, quando as transações tiveram déficit de US$ 7,177 bilhões.
O saldo negativo do primeiro semestre de 2010 é comparável ao déficit de todo o ano de 2009, que somou US$ 24.302 bilhões, e já é o maior déficit para o primeiro semestre da série. Também outra marca foi atingida no resultado acumulado em 12 meses (déficit de US$ 40.887 bilhões), outro novo recorde histórico.
Bovespa encerrou na terça-feira em alta de 0,20%
Ontem foi reportada mais uma queda na confiança dos consumidores americanos. O índice que mede a confiança do consumidor está em 50.4 em Julho/10 ante 54.3 do mês anterior, o nível mais baixo desde fev/10.
Analistas dizem que este apetite de risco é sustentado pelos bons resultados trimestrais apresentados por Wall Street, o que tem elevado os mercados de ações, mas os investidores privados contam uma história diferente. Uma pesquisa realizada pela Aliança, empresa norte-americana de investidores individuais, mostra que o índice de confiança caiu para um nível não visto desde Jul/09.
Bolsas européias operam em forte alta (média de 2,80%)
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD = 1.3000
USDJPN = 87.85
GBPUSD = 1.5594
USDBRL = 1.7700
EURBRL = 2.3000
09h00min AM horário de Brasília
Telefônica S/A confirmou ter chegado a um acordo com Portugal Telecom S/A para compra de participação da empresa portuguesa na Vivo Participações S/A. O total da compra deve chegar a 7.5 bilhões de euros, a Telefônica inicialmente pagará 4,5 bilhões de euros em dinheiro e o restante em duas fases subseqüentes ainda a ser divulgada.
Bovespa encerrou na terça-feira em alta de 0,34%
Notícias positivas vindas da Alemanha sinalizam um inesperado otimismo com relação a atividade econômica para os próximos seis meses, segundo o BBCNews. Para Ralph Solem, do Commerzbank, “a economia está realmente crescendo fortemente e veremos isso no próximo trimestre”. Agora só falta o resultado dos testes de estresse dos bancos europeus para verificar a “saúde” do sistema para enfrentar crises econômicas. Parece que está surgindo um ciclo virtuoso para algumas economias o que pode ajudar na recuperação daqueles que ainda sofrem com os rescaldos da crise iniciados com o efeito dominó das hipotecas “subprime” americanas.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham sem tendência definida, entre altas e baixas.
Índice Dow Jones fechou ontem em alta de 0,97%.
Barril de petróleo para setembro fechou cotado a US$ 78,98.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,2990
USDJPN - 86,990
GBPUSD - 1,5486
USDBRL - 1,7650
EURBRL - 2,2911
Apesar do nível de reserva (US$ 253 bilhões) brasileiro ser confortável, o país não deve deixar de olhar com atenção o desempenho das nossas contas externas. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, houve uma deterioração de algumas contas, levando as projeções para um déficit nesse ano próximo de US$ 49 bilhões. Por outro lado, há mais brasileiros viajando, o que é bom, e significa melhoria de renda da população. Esta também é (viajar) uma boa maneira de melhorar a cultura da nação.
Bovespa encerrou o dia de ontem em alta de 0,18%.
Dólar encerrou o dia em alta, cotado a R$ 1, 7650.
Euro fechou cotado a R$ 2, 2911.
Risco Brasil fechou em baixa, a 200 pontos.
A China, um dos maiores exportadores de produtos do mundo, parece que vai também ser um grande exportador de capital. Ao menos no que diz respeito ao Brasil, os números divulgados pelos empresários chineses, se confirmados, demonstram uma tendência de participação expressiva dos asiáticos em investimentos no exterior. Esse pode ser um caminho inteligente para desconcentrar o enorme volume de aplicações (reserva de valor) dos chineses no tesouro americano. Poderá ainda ser um movimento com capacidade para “mexer” com a cotação da moeda americana ao longo do tempo.
Bolsas européias abrem em alta, porém sem tendência definida.
Bolsas asiáticas fecham em alta.
Índice Dow Jones fechou sexta em alta de 0,99%.
Barril de petróleo para setembro fechou cotado a US$ 78,79.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,2905
USDJPN - 87,480
GBPUSD - 1,5430
USDBRL - 1,7580
EURBRL - 2,22705
A última semana do mês das férias de inverno no Brasil parece que será de calma para o mercado financeiro. A Bolsa deve seguir o mesmo ritmo da semana passada com a possibilidade de movimentos de realização de lucros, mas com viés positivo. O mercado de câmbio deve manter alguma tranqüilidade, embora o Banco Central deva trazer novidades ou novos mecanismos de ação para tentar puxar a taxa do dólar um pouco para cima ou evitar que a cotação vá mais para baixo. Aí o mercado poderá ficar nervoso.
Bovespa encerrou o dia de sexta-feira em alta de 0,87%.
Dólar encerrou o dia em baixa de 0,52%, cotado a R$ 1, 7580.
Euro fechou cotado a R$ 2, 2882.
Risco Brasil fechou em baixa, a 208 pontos.
A Korea do Sul, com seus mais de 48 milhões de habitantes, tem um PIB de US$ 900 bilhões, sendo que a agricultura colabora com 3,3%, a indústria com 40% e o setor de serviços com 56,7% da atividade econômica. O desempenho das exportações para a União Européia cresceu 39,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Também subiu o valor das exportações para China e Estados Unidos. Em junho exportaram US$ 41,9 bilhões contra US$ 35,5 bilhões de importação. Em relatório divulgado pelo The Korea Herald, as exportações Koreanas subiram 34,4% no primeiro semestre, e atingiram US$ 221,5 bilhões de janeiro a junho desse ano. Um verdadeiro show de competência. Há os que fazem e há os que reclamam!
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta.
Índice Dow Jones fechou ontem em alta de 1,99%.
Barril de petróleo para setembro fechou cotado a US$ 79,14.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,2889
USDJPN - 86,990
GBPUSD - 1,5256
USDBRL - 1,7590
EURBRL - 2,22705
A semana termina com um cenário tranqüilo nos mercados financeiros. A Bolsa segue em clima otimista e sem nuvens escuras desconhecidas visíveis a olho nu. Fica sempre o risco da miopia nos valores das ações que passam a ser negociadas por preços agitados e desalinhados com os bons fundamentos de valor desses ativos de investimento.
O mercado de cambio continua seu caminho no ritmo da oferta e demanda de moedas, com a interferência do Banco Central para tentar equilibrar o valor e a velocidade dos movimentos de alta ou baixa da taxa de cambio aos interesses da política monetária nacional. Movimentos bruscos na direção da desvalorização do Real podem ocorrer por ações especulativas nos mercados futuros, que é mais pontual, ou por fatos políticos em ano de eleição, que tem impacto mais duradouro sobre o preço do dólar.
Bovespa encerrou o dia de ontem em alta de 1,97%.
Dólar encerrou o dia em baixa de 1,28%, cotado a R$ 1, 7590.
Euro fechou cotado a R$ 2, 2705.
Risco Brasil fechou em baixa, a 218 pontos
Interessante notar que o presidente do Federal Reserve, Bem Bernanke, advertiu ontem o Congresso americano que as perspectivas para a economia permanecem excepcionalmente incertas, e não deu nenhum sinal que o FED possa estar pensando em tomar novas medidas de estimulo para melhorar a atividade econômica americana. Segundo ele, “o crescimento será moderado, com uma queda gradual da taxa de desemprego e inflação sob controle nos próximos anos”. O diferente é que com um quadro ruim como esse o dólar ainda, por falta de opção, mantém certa força e continua com seu status de reserva de valor. É como dizer, “o incêndio é realmente grande, mas pode entrar que lá dentro está fresquinho”.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta, mas Tókio cai.
Índice Dow Jones fechou ontem em baixa de 1,07%.
Barril de petróleo para agosto fechou cotado a US$ 76,45.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,2774
USDJPN - 87,080
GBPUSD - 1,5184
USDBRL - 1,7820
EURBRL - 2,2844
Parece que a independência do BC ficou um pouquinho embaçada ontem, quando o COPOM decidiu diminuir a dose do remédio contra a “dengue” da demanda. A elevação de 0,5 pontos percentuais, por decisão unânime do Comitê, sinaliza uma convicção segura por parte deles que a pressão sobre os preços já passou. Só resta conferir mais a frente se a epidemia realmente foi controlada ou se houve miopia generalizada por parte dos membros que compõe o grupo de “médicos” da economia. O fato é que para a população o impacto da decisão do COPOM é absolutamente nulo, o que já não ocorre com os mercados financeiros. Os fatores reais que compõe o alto custo do dinheiro no Brasil continuam, sem ser devidamente atacados pelos governos.
Bovespa encerrou o dia de ontem estável com + 0,02%.
Dólar encerrou o dia em alta, cotado a R$ 1, 7820.
Euro fechou cotado a R$ 2,3178.
Risco Brasil fechou em alta, a 228 pontos.
Em matéria publicada na BBC de Londres, o ex-ministro das finanças alemão Theo Waigel, tido como o principal arquiteto do euro, sentenciou, ao analisar a atual crise, que “eu acho que os países, incluindo a Alemanha, têm que explicar para as pessoas que durante os próximos 10 ou 15 anos o principal problema a ser resolvido é o da redução dos déficits e dívidas. Caso as pessoas não estejam dispostas a aceitar as medidas necessárias para fazer essa correção, então o país tem que deixar a zona do euro”. Este parece ser o diagnostico mais correto sobre o atual momento europeu, mas o prazo do aperto deverá ser mais curto.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em alta, mas Tókio cai.
Índice Dow Jones fechou ontem em alta de 0,74%.
Barril de petróleo para agosto fechou cotado a US$ 77,32.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,2885
USDJPN - 87,580
GBPUSD - 1,5272
USDBRL - 1,7720
EURBRL - 2,3178
No ritmo das discussões políticas sobre haver ou não jogo da copa de 2.014 em São Paulo, o COPOM, distante dessas marolas de interesses, divulgará a nova taxa básica de juros. Embora seja sedutor cair na simpatia de uma elevação menor dos juros, a prudência e segurança indicam uma alta de 0,75 pontos percentuais. Apesar da capacidade dos mercados de antecipar fatos, sempre fica a expectativa de, havendo uma mudança no rumo da decisão do Comitê de Política Monetária com relação a “dose” do remédio para inibir a demanda, sobrar uma instabilidade capaz de provocar volatilidade nos preços dos ativos financeiros.
Índice Bovespa encerrou o dia de ontem em alta de 1,84%.
Dólar encerrou o dia estável, cotado a R$ 1, 7720.
Euro fechou estável, cotado a R$ 2,3178.
Risco Brasil fechou em baixa, a 218 pontos.
O jornal Kioto News, do Japão, informou que “dois bancos da região de Kinki vão abrir contas em Yuan para ajudar as empresas japonesas que operam na China”. Esta não seria uma notícia de interesse geral, mas ela traz o embrião da opção da moeda chinesa como reserva de valor. Pode ser o início de uma tendência, possível de acontecer nos próximos anos, caso a China faça algumas mudanças em sua postura política. A transferência da força da economia chinesa para a sua moeda como ativo de segurança, pode ser um contraponto, ao longo do tempo, ao dólar, caso a economia americana não reverta sua fragilidade atual. Os Estados Unidos precisam encontrar novos caminhos para manter sua imagem de paradigma de sucesso, força e exemplo de liberdade, que ainda ostenta.
Bolsas européias abrem em baixa.
Bolsas asiáticas fecham em alta, mas Tókio cai.
Índice Dow Jones fechou ontem em alta de 0,56%.
Barril de petróleo para agosto fechou cotado a US$ 76,47.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,2950
USDJPN - 86,800
GBPUSD - 1,5235
USDBRL - 1,7840
EURBRL - 2,2902
Colocadas as peças no tabuleiro do jogo da paridade cambial do real x dólar, fica a certeza que neste momento falta força ao dólar para derrotar o Real. O Brasil, apesar de graves problemas de infra-estrutura e da necessidade de ajustes políticos urgentes, continua com superávits comerciais (US$ 391milhões em julho) e permanece como uma das principais opções de investimento para o mundo. Apesar da manutenção da atuação diária do Banco Central comprando dólar a vista no mercado, falta consistência estrutural, neste momento, para o dólar ganhar força frente ao real. Não são visíveis hoje movimentos de forte desvalorização do real, a não ser ações especulativas nos mercados futuros.
Índice Bovespa encerrou o dia de ontem em alta de 1,54%.
Dólar encerrou o dia estável, cotado a R$ 1,7846.
Euro fechou estável, cotado a R$ 2,2902.
Risco Brasil fechou em baixa, a 220 pontos.
Parece que a certeza com relação à fragilidade européia, puxada pela situação financeira das contas públicas de Portugal, Grécia, Espanha e Irlanda, está dando lugar à convicção que o pior já passou e agora é hora de voltar a confiar na capacidade que os países da Europa têm para enfrentar crise econômica. A pouca atividade da economia americana está enfraquecendo o dólar frente ao iene e ao euro, entre outras moedas. Para o Le Monde, a dúvida sobre a força do bloco europeu e sua capacidade de união e de articulação está se dissipando e o risco de ataques especulativos sobre a moeda européia já não preocupa tanto.
Bolsas européias abrem em alta.
Bolsas asiáticas fecham em baixa, mas Xangai sobe.
Índice Dow Jones fechou sexta-feira em baixa de 2,52%.
Barril de petróleo para agosto fechou cotado a US$ 75,86.
Os percentuais de oscilação na relação de troca entre alguns pares de moedas:
EURUSD - 1,2929
USDJPN - 86,750
GBPUSD - 1,5305
USDBRL - 1,7800
EURBRL - 2,2916
A semana começa com a expectativa do mercado sobre a decisão do COPOM para a nova taxa básica de juros a ser divulgada esta semana. Embora o mês de maio tenha sinalizado uma redução da demanda, segundo dados coletados pelo BC, a sensação de aquecimento da economia brasileira persiste. Não seria nada prudente o Banco Central alterar o ritmo de elevação dos juros nessa próxima reunião. Apesar das vozes discordantes, a maioria dos analistas espera uma nova elevação de 0,75 pontos percentuais. O certo é que os mercados deverão ficar agitados por conta das várias “interpretações” e dúvidas sobre se haverá ou não uma mudança na “dose do remédio” a ser usada para conter a euforia do consumo.
Índice Bovespa encerrou o dia de sexta em baixa de 1,81%.
Dólar encerrou o dia de sexta-feira em alta, cotado a R$ 1,780.
Euro fechou estável, cotado a R$ 2,2916.
Risco Brasil fechou em alta, a 225 pontos.